sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

Não existe empatia nesse mundo, apenas poder.

 







A busca por empatia é inútil. Não existe empatia. Apenas a busca por poder existe. Poder de influência sobre a realidade, incluindo obviamente, outros homens. Todos o fazem, mas não enxergam, o código de programação alheio, feito para que não percebam sua própria imagem horrorosa e caída, torna a dinâmica, por assim dizer, invisível .  Não existe empatia verdadeira, neste mundo deles, pelo menos. Só poder. Assim dizem que o Deus deles criou a humanidade e o universo em seus mitos e lendas, assim se relacionam em suas sociedades, assim se relacionam com os animais e plantas e outros seres vivos, entre si, poder... Logo não existe aquilo a que chamamos empatia, pois em cada relação, em cada sorriso, em cada olhar, toque, perfume e fedor, conhecimento e ignorância, movimento e estacionamento, em cada troca entre dois seres, existe um demônio dentro dele tentando dominar o outro. Terra selvagem, terra de lobos ...






Por isso não há nada mais sagrado que quando o ser atinge o estado de abstenção da falsidade programada, que também é uma forma de violência, há deixar aqueles que são programados por ela, mais fracos, e sem enxergar a realidade de verdade, se tornando assim perdedores do jogo antes mesmo de jogar, dominados, animalia pronta pra abate no momento em que seus donos quiserem








Todas as formas de "neutralidade", todas as formas de abstenção de violência, são ilusões criadas para o ser não aceitar seu próprio fracasso em alcançar poder contra os outros seres, pois é do psicopatinha humano, como falo aqui incessantemente, está no seu cérebro, nas suas entranhas, valorizar o poder acima de tudo, a ponto de que quando o indivíduo se percebe na realidade concreta sem ele, necessita armar uma realidade fantasiosa para si mesmo, alegando de que está, por assim dizer, abdicando do poder e da violência escolhendo o pacifismo, a não letalidade, o que chamam toscamente de "amor" fraterno, mas ora, como alguém pode abdicar de algo que NUNCA TEVE possibilidade de ter, seja por incapacidade ou inutilidade? Nunca um predador escolheria virar presa, por isso nunca veremos um rei, um imperador, um líder de exércitos, um grande poderoso, abdicar de tudo para se tornar um trabalhador braçal na base da sociedade, aquele que menos tem poder em si dentro de um grupo social humano, e logo assim também mais sofre da influência de poder alheia. Vimos sim, exemplos de líderes, poderosos e leões abdicarem de seu poder para alcançarem um poder maior ainda, digo os que estão nos topos das escalas sociais e deixam sua forma material de poder para se tornarem ascetas, líderes espirituais de grandes grupos, ou pelo menos a própria tentativa, que não necessariamente significa sucesso. Largam uma forma de poder por outra maior, mais sutil, mais poderosa. Essa é a única forma que verá um narcisista humano "abdicar" o poder clássico, não existe abdicação, mas evolução, de sua rede de influência, e como o ser se delicia na percepção da influência que tem dos outros, pois sabe-se que o poder clássico, ou físico, age apenas sobre o corpo, e o poder dos discursos religiosos agem sobre camadas inacessíveis do ser humano, profundíssimas. O que uma referência espiritual comanda pode chegar até a profundeza esfincteriana, anal, mental e psicológica dos seres humanos que estiverem sob influência de seu poder. A grande verdade é que não existe abdicação de poder, pelo menos na percepção individual dos seres. Um homem só abdica do poder pensando estar adquirindo algo que em sua percepção o garante mais poder sobre a realidade, sendo algo real ou não, mesmo que esse seja um milionário que escolhe se tornar um pedinte viajante, em sua mente ele acha que sendo um pedinte viajante, o garante mais poder sobre sua realidade, que todo o dinheiro, ou as formas que sua criatividade limitada o permitiam, fazer com esse dinheiro. 
Grandes figurões apenas abdicam de poder quando a natureza os pede infligindo alguma doença mental, física ou golpe de azar. Pois é da natureza do crocodilo lutar e morder até sua velhice, até sua total inaptidão, até se tornar incapaz de tal, e assim ser deixado em paz pelos outros mais fortes por pena ou por não representar perigo a sua alimentação e reprodução



A violência está presente em toda a natureza, desde a mineral até a espiritual. Dos vulcões aos anjos, temos rompantes de exalação da força em todas os lugares. a Força se impõe, a força não sente pena, muito menos misericórdia, ela só é em si mesma, basal, telúrica, parte da natureza. Gloriosa é a violência, a fúria e o poder, isso é a natureza, a natureza é isso


Existe força na submissão e na dominação. Existe força mental, física, psicológica, financeira, social, política, estética. Infinitas formas. Onde a natureza se desdobrar ali estará alguma forma nova de força. Sempre existe um sendo influente e outro sendo influenciado, em diferentes níveis, níveis imperceptíveis


A empatia é apenas um discurso ensinado para manipular seres humanos na base da escala de poder da sociedade. Pois já que temos cérebros plásticos e adaptáveis as diferenças de dinâmica da realidade externa, o que chamamos toscamente cultura, vemos que os homens nas escalas maiores de poder da sociedade ensinam os seus semelhantes da base, desde a infância, com programações culturais, a respeitarem e internalizarem formas de não violência, ao qual chamam falsamente empatia. Ora a empatia, ramo da inteligência abstrata humana, na qual há a possibilidade de um homem imaginar as mesmas situações da realidade do outro em si, não tem necessariamente haver com não violência, ou com ser inofensivo. Vemos que na verdade ao que chamamos moral, ou empatia, nada mais é que uma programação cultural, que inutiliza a capacidade de imposição da força de uma classe enorme de seres humanos, o que é útil para que esses trabalhem e sirvam adequadamente os que não se comprometem nem são ensinados tais programações fictícias



Ensinam aos homens da base a repudiar a própria natureza que existe em si, de emanar sua força com os meios que em si estão e o são acessíveis, a terem até horror da violência, da imperatividade, da força. Os levam a crer que a violência é apenas barbárie, sangue, corte, e que deixando os impulsos de fúria soltos eles levariam a sociedade ao caos. Ora nada poderia estar mais longe da verdade, pois tudo na natureza é natureza, não há de se separar uma parte, ou uma característica apenas, e deixar as outras ali levando a crer que comporão o mesmo ente. Da mesma forma não existe o ente natureza sem violência, aonde ver natureza verá ali também força, e sua expressão dinâmica: violência. O forte sobrevêm o fraco, o inteligente o burro, aquilo que é belo e saudável o que é feio e doente, o que é bom sobrevêm o que é ruim, o oprime, o dinamiza. E o que é o homem bom e o ruim? ( no sentido de "quem diz quem é o ser bom e o ruim, belo ou feio, saudável ou doente?" quem define? ) A natureza, e a natureza existe por aqueles que vivem. O que é "o bom" e "o ruim"? Aquele que prevalece 


Tal princípio não significa barbárie, necessariamente.  Sangue, brutalidade, crueldade, podem fazer parte da expressão da força, e são expressões legítimas, mas numa sociedade complexa e organizada como a nossa, são as formas mais primitivas e menos necessárias. São gastos de recursos sociais, para o coletivo ( na forma de todo recurso envolvido em desenvolver o ser que foi abatido sem possibilidade de transformar sua existência em mais riqueza para o social, ou seja, um investimento mal sucedido)  e energia vital, para o indivíduo que o pratica, em sua maioria, desnecessários, seriam perdas de recursos então. Se tornam esses suplantados por meios mais eficientes de controle e manifestação da força dos homens por outros homens como a opressão social em suas diferentes vertentes, os meios de manipulação e programação, os órgãos sociais de controle e violência como a polícia e os exércitos nacionais, a construção programada de imagem pessoal e a semiótica na forma de domínio estético, a propaganda como forma de canalizar essas programações feitas há ações dinâmicas concretas, a autoridade e o discurso principalmente na forma política e técnica etc... Todas as citadas são formas de poder mais civilizadas e atuais a nossa era e ao nosso ser, formado nessa era e para essa era histórica, e as expressões dinâmicas de todas elas, e vejam bem, sem sangue ou barbárie, pasmem, são ... violência. a gloriosa violência, pois gloriosa é a natureza. 

Logo não existe em nossa sociedade e nessa realidade caída, nojenta e gloriosa, a "não violência". Apenas há a possibilidade de ela ser mais primitiva ou mais civilizada.

 Exalamos poder, pois a natureza é poder. 



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