Vamos mergulhar um pouco mais fundo
no mundo dos símbolos
seus significados
e talvez, suas intenções ...
Um anjo, inspirando uma criança humana, guiando 4 cavalos
Porque um anjo?
Porque o ser que é humano é representado por uma criança ( inferioridade de poder e força )?
Porque 4 cavalos?
Discurso de Sauron na série Anéis do Poder, imbuído de predictive programming
( reparem na posição dos dedos )
" Sempre após uma derrota a sombra toma nova forma e volta a crescer. Hoje uma Nova Era se inicia, com uma nova era trago uma nova visão, um caminho para conquista definitiva! Pois busco um novo tipo de poder, Não da carne, mas sobre a carne! É um poder do mundo invisível, um que usaremos para escravizar os povos da terra à nossa vontade. Do caos vamos forjar uma nova ordem perfeita. Não mais seremos odiados como os demônios que devastaram a terra, mas sim como os salvadores que finalmente há curaram, unindo juntos todos os povos para rege-los como um! "

A arquitetura era a forma de mostrar para os olhos das pessoas, conscientes ou não, os símbolos. Diferente de um museu aonde o acesso fica limitado aqueles que podem entrar e ver as coleções, a arquitetura está ali para todos, querendo ou não, sabendo do poder do simbólico ou não, concordando com ele ou não, todos veem, todos que passam no espaço leem. Arquitetura como mensagem. Construções como textos. É isso que símbolos são, textos para a alma.
" O ônibus possou rapidamente por um outdoor, que coisa horrorosa, nem vou ler ... Já li. "
- O que me fez desenvolver essa teoria foi a falta de diversidade quando olhava os monumentos e prédios mais importantes da arquitetura clássica europeia. Em meus estudos nunca me deparei com um Zeus barbudo e magnífico no topo de uma torre, nem uma Vênus sinuosa e gloriosa no centro de uma cúpula. Sempre, em todos os grandes prédios clássicos aparece a mesma figura, representada de formas diferentes, o que é, com a diversidade de figuras mitológicas e deuses greco romanos, no mínimo .... curioso -
O Renascimento
Desde o renascimento cultural italiano vem na Europa um movimento de tentar retrazer os movimentos culturais da antiga supercivilização pagã que englobava o mundo romano helenístico. No início os partidários desse movimento foram introduzindo suas intenções bem lentamente, como tudo na vida, começa pequeno e inofensivo. Mas a cada século que se surgia depois do século 15 a Europa se tornava cada vez mais pagã em seus símbolos, em sua política em sua sociedade e em sua economia. Aqui estamos para analisar a estética e não os outros elementos sociais. Meu foco sempre foi a visão. A visão é o sentido mais aguçado de todos. Eu sempre digo que se não houvesse sentido algum, se me fosse bloqueados todos, que ficasse a visão, pois nenhum faria falta como ela, a visão é o que mais rápido toca a alma, direto.
Loggia of the Ospedale degli Innocenti 1420
Villa Rotonda - Andrea Palladio 1571
Começam introduzindo as formas básicas nos prédios, uma coisa bem estricta, formal, quase uma cópia fiel dos prédios romanos que estavam em ruinas, mas ainda se podia ver suas silhuetas pela cidade da Roma medieval.
as colunas, os retângulos, arcos frontões e simetria. Nada de estátuas em abundância, ainda mais de homens e mulheres nus, o povo se chocaria. David era algo privado, pertencia ao duque, ao poderoso, ficava em seu palácio, sob sua guarda, nada dos olhos dos clérigos ou do populacho.
O Barroco
Os arcos se liquefaziam, as retas se curvavam, as colunas se tiravam à dança. No barroco tudo ganhava uma intensidade de interessância. Não existia mais intenção de copiar arquitetura dos romanos, mas de melhorá-la adaptando-a a realidade da época: nobres querendo esbanjar seu poder, sua riqueza.
" O barroco foi o triunfo da cúpula "
O barroco e sua opulência
Com o grande barroco e a arquitetura foi salpicada com a possibilidade e liberdade ao homem moderno de modificar as formas dos prédios. Oque para a geração que iniciou o movimento renascentista começou com “uma forma de copiar as formas da antiga Roma” virou no barroco uma forma de o homem usar toda a sua liberdade filosófica conseguida pelo humanismo para incorporar no símbolo que é a arquitetura todos os seus ideais: o domínio do homem sobre a natureza, sua capacidade de criar coisas monumentais, monstruosas, na melhor forma kantiana: sublimes, o poder sobre a terra, o poder dos escolhidos, o poder de quem está acima. Mas os escolhidos ainda tinham o sangue real, e estavam ligados a forças antigas, forças que destruíram a grande Roma e a colocaram de joelhos, não da forma como muitos falsamente pensam deixando uma cidades em escombros com alguns ataques de bárbaros, o que não ocorreu dessa forma. Mas através de séculos de negligência à verdadeira chama de civilização que fora dada aquela cidade, aquele povo, aquele sangue, aquela gente. Seus ancestrais em linha, tanto de sangue quanto de cultura, que seja, não importa, quebraram o juramento de seus antepassados mais antigos ainda, as almas nobres que nasceram e floresceram a grande república romana e o grande império dos césares, o juramento à cultura, à todos os presentes que foram dados a esse povo pela sua desenvoltura boa, juramento que os antigos fizeram à construção de um novo mundo, negligenciaram então os prédios, as construções e formas simbólicas de estátuas, tapeçarias, estudos, anseios, joias derretidas para se transformarem em cruzes de altar. Eram à essas forças que os senhores da terra estavam coligados, a força que chamavam Igreja, de feudalismo, de linhagens de sangue hereditárias, mas a luz nunca esquece quem não se fez digno dela, de sua confiança e de sua imagem, a luz pode esperar séculos, até mil e quinhentos anos articulando, mas a força não esquece aqueles que traíram sua coroa de glórias e a atiraram na imundícia, e por conta disso eles precisavam ser tirados do poder. A antiga elite se achava poderosa em seus palácios, seu luxo, sua opulência de vestidos fartos e perucas brancas, mal sabiam que sua validade acabara ...

( reparem nas posições de mãos dessas pinturas) . Todas as sociedades secretas tinham seus códigos e símbolos ocultos. Tratarei disso em outro post.
Em apenas 3 séculos desde o renascimento a luz já conseguira vencer as trevas da ignorância retirando a confiabilidade de poder político e econômico dos sacerdotes, era um movimento espiritual, a terra acordara, o tempo se iniciara. Tinha de ser um plano cuidadoso.
Foi "iluminando" os reis e poderosos dessas longas dinastias que a luz fez com que eles quisessem o poder apenas para si e para seus semelhantes, secando ao longo dos 1600´s todo o poderio e influência que os clérigos ainda exerciam sobre as forças políticas. Então, quando os nobres se achavam assoberbados em seus tronos pensando ser únicos, sublimes, com o mundo apenas para si, a luz agira novamente.
maquinem, maquinem para trazer luz ao mundo!
Iluminando a mente dos intelectuais das altas classes do império mais poderoso da época, no coração da França, a luz os infundiu ao longo de todo o século com ideias novas e transgressoras sobre a possibilidade de um novo mundo, transformando a França no "foco de luz" ancorado desse planeta, o primeiro em milênios desde o fim do reinado de Adriano, na antiga Roma. Foram os intelectuais iluministas, muitos inclusive de origem da nobreza, que agiram em favor da luz, usando sua influência política, filosófica, intelectual e econômica para agir contra o antigo sistema, e assim retirar aqueles descendentes de sangue traidor e maldito do poder, deu a eles o que plantaram há milênios atrás quando decidiram trair o acordo com a 'luz" e aceitar um novo regime findando a gloriosa Roma.
O chão com seu sangue foi lavado, o sangue grosso, vermelho, não azul, que escorria do cadafalso foi um passo trágico, mas necessário para vir a vinda do novo mundo. Pois dali surgiu algo novo, algo grande, a fundação do nascimento real da nova Roma ao mundo novamente, ali ressurgiu o grande Caesar

O neoclássico
Amparado pelas forças da luz e do destino potente dominou com seu exército toda a Europa. Subjugou todas as antigas dinastias de reis que se espalhavam por aquele largo território, desde os mais pequenos ducados até os maiores impérios. E foi com isso, no início do XIX que nasceu o grande NEO Clássico. A volta sublime de tudo o que englobava realmente a antiga civilização pagã imperial que dominara antes o mundo. O neoclássico era o sublime trazido em retorno, a sobriedade do branco mármore, a grandiosidade do colosso anteposto, o poderios de navios e frotas todas, a dominação do grande poder sobre a terra, o triunfo do império sobre tudo que há de fraqueza, impureza e torta ação.
Foi no neoclássico que retornaram os símbolos reais de Roma, de Grécia e do Egipto, as grandes sociedades do mundo antes da Igreja.
Vejam que todo movimento artístico se ampara numa movimentação política que o permite ser no mundo. Seria impossível o neoclassicismo retornar na França carolíngia. Por que? Evidentemente ninguém com condições e condições simboliza poder, financiaria um movimento artístico associado a uma visão metafísica não cristã.





Todo movimento artístico é uma confissão da elite que está no poder naquela era, naquele tempo, aquele domínio. O neoclassicismo foi apoiado pelo imperialismo das potências europeias. Todos queriam ter um império tão grande e rico como Roma. Era a moda bem. No período renascentista, de politica dominada pelo catolicismo, seria impossível trazer os símbolos romanos, por isso veio só as formas puras, as colunas, os retângulos, arcos frontões e simetrias. No neoclassicismo já havia sido posta no poder uma elite que não prezava pela santa igreja católica de uma forma tão forte, então puderam ser renascidos no cara do ambiente popular os símbolos pagãos que estavam sendo reproduzidos nos séculos anteriores apenas dentro dos palácios de alguns nobres mais excêntricos.
A estrela de cinco pontas
O cisne
O bode
O acroterion
A balança
A espada
A lança
O facio
O fauno
A dama
Chama
A flâmula
Além dos símbolos puros terem sidos trazidos ao olhar popular através da arquitetura, a forma de os agrupar também foi usada a forma Romana clássica, criando motifs que se inspiravam ou até copiavam os motifs clássicos
O barroco era uma forma soft light de paganismo. Já o neoclassicismo era o paganismo escancarado aos olhos do povo. Todos viam os símbolos. Poucos sabiam interpretar realmente o que significavam, e com qual intenção quem o colocou o botou-o ali.

E se não gostassem? Fariam o que? Retirariam o imperador? Quem iria contra o imperador? O papa? Aquela figura acoada e sem influência dentro do seu palácio pintado na colina do vaticano? O povo Francês ficaria ao lado de uma reprimenda oficial do Papa, um morador de um outro país, a Itália, que nada fizera rumo aos problemas do povo em todas essas pestes, fomes e pobreza que assolaram a Europa nesses últimos séculos? O povo ficaria ao lado de uma autoridade estrangeira negligente frente ao seu imperador que os tirou da miséria, do caos, que os lidera bem e fortemente? …. Bom. Só uma pequena informação. O povo, na forma de um exercito, INVADIU A CIDADE DO PAPA, e dominou seu palácio sagrado. Napoleão conquistou diversas obras de arte e parte do tesouro papal. O povo não prestava mais autoridade ao papa. Retornou a era dos nacionalismos, retirada de dois mil anos debaixo da terra, o que importava não era mais a autoridade de Deus, ou que pretensamente Deus concedera. Mas a do Caesar, da bandeira, do soberano e do povo. 1800, o século da força.
Minando o respeito a igreja com os ideais nacionalistas ( nação mais importante que autoridades de fora) , iluministas ( conhecimento mais importante que fé ) e racionalistas ( ciência sobre possibilidades metafísicas ) criou-se o panorama perfeito para uma arte nacionalista, pagã e técnica. Esse foi o neoclássico.
" O mundo está confuso, feio e caótico, a promessa do iluminismo falhou conosco? Será? nos apeguemos então ao soberano supremo, uma nova promessa, uma nova promessa para que…. Para que todas as barbaridades que fizemos não tenham sido em vão! Matamos uma dinastia, queimamos as ruas, degolamos milhares de civis, mulheres, inocentes, culpados apenas de terem nascido quem eram, nascido na posição errada. Isso eles nos disseram, os homens de perucas longas e pensamentos revolucionários. Não! Não pode ter sido em vão! O imperador era o destino! Foi tudo calculado, esse era o certo, a providência, o destino manifesto! A história rumando ao progresso, a uma sociedade melhor, mais justa, mais igual, livre e fraterna! Nos apeguemos sim ao imperador! Ele é a solução natural de tudo isso, a resposta final de nossa equação tão complexa, TINHA QUE DAR NELE ... "

Apoiados sob e sobre o imperador varreram a Europa toda com os erros da revolução. Destruíram empunhando a bandeira tricolor todas as dinastias, todo o poder antigo, a roda aonde o mundo girava.
Napoleão, então, saiu. Mas ficou, na parte que toca nossa análise, um ideal no ar Europeu. A vontade de renascer a antiga civilização, a antiga forma de culto, a antiga forma de política, os antigos valores do homem.
Congresso de Viena - os líderes destituídos se reúnem para restaurar as monarquias. Não adiantava, seu poder já fora abalado, o mundo viu que reis podem cair.
Não existiam mais grandes reis mas mini imperadores. A moda era ter um império. E como a Europa estava dominada por vários reinos, e de similar poderio bélico, partiram então para sociedades mais fracas e primitivas que seriam mais fáceis de dominar para então poderem finalmente ostentar o título de não mais reino, “império”
Pelo menos Napoleão e a França tiveram culhões para dominar através da Força semelhantes. Dominar alguém que é mais fraco que si, não é mérito, é necessidade ou é vergonha. Imperadores de selvagens, primitovos e florestas. Isso que eram. Napoleão e o império Francês não. Ele foi o percursor, a estrela, o leão, a grande chama que queimo no seu período de vida.
Foi também a aura que deixou na França o que importa para a nossa análise artística: o país das artes. Foi com esse título que mesmo com a economia em frangalhos e tendo atacado todas as nações que a cercavam fez com que a França conseguisse não ser destruída, dominada nem repartida pelos países vencedores. Sabiam que ela era o receptáculo da luz no mundo, a nação das artes, da beleza e da inovação. A que fez renascer o império, a nova era clássica! Uma joia.
Um marido não revida uma mulher bela que o esbofeteia, pois atacar sua beleza com marcas e manchas seria mais doloroso do que ser esbofeteado, sem contar seu pai que era um homem muito poderoso, sério e respeitado na vila. Essa era a relação da França com as outras nações. Ela viveu sob a sombra das conquistas de Napoleão por todo um século inteiro, o que a permitiu crescer confortavelmente em riquezas, tecnologia e poder.
Foi esse título que deu a França o poder de espalhar virtualmente o que quisesse para os outros países, ela num mundo proto-globalizado e já suficientemente industrializado seria a responsável por criar o primeiro estilo arquitetônico internacional ( no sentido de academicismo ) do novo mundo clássico, e não havia nome melhor para esse estilo do que algum que homenageasse o que era por essência, as artes em prol da beleza. O estilo de Belas Artes.
O neoclassicismo introduziu os símbolos abertamente pagãos na arquitetura civil, a Beaux Arts multiplicou-os por mil e introduziu-os em todos os tipos de arquitetura, civil, religiosa, militar, política etc… as cidades foram dominadas, graças as riquezas geradas pelo colonialismo imperialistas, e pela abundância de materiais promovida pela indústria, por símbolos de todas as antigas civilizações, e até em maior quantidade e abundância que elas mesmas, suplantando quaisquer outras que possam ter existido.
Arquitetura Beaux Arts
o ecleticismo
" O melhor estilo de arquitetura já composto pela humanidade até hoje, belo, simples, compósito, arrojado e básico ao mesmo tempo. Suas cores, motivos e formas se mesclam num arranjo de pura contemplação que nunca fica cansativa aos olhos nem ofusca as atividades diárias do cotidiano. não é nem sublime, nem vulgar, é bela. "
Beaux Arts, tudo junto e misturado - O primeiro prédio a "estrear" o movimento foi o Opera Garnier, a ópera de Paris. Toda a ornamentação de todos os estilos arquitetônicos ocidentais reproduzidos juntos orbitando ao redor de linhas clássicas greco-romanas, talvez no estilo de arquitetura mais bonito que já existiu, bonito, não belo. ( no sentido Kantiano Belo, não sublime ) Essencialmente urbano, acadêmico, historicista, efervescente no melhor uso da palavra.
" agora nós (burguesia, classe inferior de natureza assimiladora, ou seja, essencialmente qualquer humano pode se tornar da ( o que não quer dizer que facilmente ocorra com mais frequência do alguém entrava para a nobreza, mas virtualmente burguesia, como promessa de deslocamento social simbolizava no zeitgeist do tempo "humanidade" conceito que não temos mais hoje, na minha época ) temos todos os estilos arquitetônicos construídos pelas elites nobres de todos esses milênios e mantidos em cativeiro apenas para acesso deles, o que faremos com tudo isso? TACAREMOS TUDO EM UM PRÉDIO SÓ, nos lambuzaremos na abundância de tudo que a história ocidental já produziu de expressão artística arquitetônica. "








" Anseio olhar para o alto e ver antiga Eleusis, com volutas jônicas encaracoladinhas com sussuros de homero evocando os Deuses
Aristóteles filosofando na Polis sobre a verdade todo cheio de si .... se perguntarem sobre viro a cara, não quero ouvir e nem li.
Depois ao virar da esquina vejo templo, não é engano, olho bem e olho de novo, é o fórum de Trajano
Senadores dialogando? muito papo já me enfezo .... não venha com política, essa coisa eu desprezo.
Saindo de lá já me sentindo mal, vou logo para a minha igreja um tanto barroca semi medieval
Talvez aqui tocando os céus escreveria Santo Tomas de Aquino, mas teologia atrapalha meu lucro, isso é coisa que abomino.
Por fim chego em casa e abro magnífico portal, ao palácio de Versailles não tira nada, é igual!
Passo pelos rococós me sentindo qual um rei, Luís XVI aquele que eu matei "
- Poema de um burguês




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A arquitetura Beaux Arts foi a responsável por encher os prédios com a escultuaria, principalmente da forma humana, representando a vida, as artes, as obras, símbolos abertos e símbolos ocultos que falaremos mais tarde. Todo o prédio era coberto por formas esculpidas de tudo que se possa imaginar, relacionando sempre ao centro de sua ideologia que era a antiguidade clássica. Algo que não era comum no renascimento, mas se tornou aceitável ao público no barroco, foi esculpir estátuas dos deuses antigos, e no neoclássico com a liberdade total ao paganismo pela sociedade não se tornou apenas comum mas quase uma norma cultural ter estátuas e ícones das divindades pagãs em afrescos, quadros, estátuas e murais. No seguinte estilo arquitetônico, os deuses adornavam os museus, os jardins, as paredes dos prédios. Poucos eram os prédios importantes o suficiente para se adornar com uma divindade num pináculo ou área alta que sobressaísse a cidade, ficando a vista, mais alto, que todo mundo, num movimento simbólico de importância da malha social ao símbolo. entretanto curioso notar que no período de Beaux Arts apenas dois "deuses" oficiais do panteão grego romano são ostensivamente representados no alto, que é a parte mais importante e de prestígio dos edifícios mais importantes, das cidades mais importantes do mundo, Hermes, Apollo e figuras angélicas sem nomenclatura especial. É curioso notar isso.
Representação iconográfica de Deuses e divindades
Apollo
Apolo, na mitologia grega e Phebo na romana, é o deus da luz, da música, da poesia, da profecia, da medicina e das artes. Filho de Zeus e Leto, e irmão gêmeo de Ártemis, Apolo é uma das divindades mais importantes e complexas do panteão greco-romano. Na antiguidade clássica ele era representado com cabelos longos, quase sempre ao lado de uma Cítara, por ser o patrono da música. Como ele era o deus da ausência de polos, como seu próprio nome diz, era posto como uma figura de características tanto masculinas quanto femininas. Cabelos longos, peitoral levemente proeminente indicando um hermafroditismo artístico proposital e corpo sinuoso lembrando o de uma mulher.
Representação de Apollo no período pós renascentista
Já no período pós renascentista vemos que sua representação muda drasticamente de como os antigos gregos e romanos o representavam. Antes uma figura efeminada e calma, quase neutra, despercebida num canto. Agora um ser mais masculino, com aura de rei. Antes sem auréola, agora com o próprio sol atrás de sua cabeça. Antes sem cavalos, agora quase sempre acompanhado de uma carruagem com 4 cavalos. Os cabelos longos de mulher se perderam para cabelos curtos até os ombros esvoaçantes como se o deus estivesse sempre em movimento.
Bassin d`Apollo - Versailles.
O palácio de Versailles talvez seja o local com maior quantidade de homenagens aos deuses antigos. Menos de 300 anos de renascimento e o paganismo já havia virado sucesso em toda a Europa, principalmente nas classes mais esclarecidas e cultas, que viam na religião tradicional uma idealização de um grande passado e de uma aculturação que permitia exposição dos traços humanos de forma mais plena. O próprio rei Luís XIV se retratava como Apollo, o transformando em seu deus oficial. Por todo palácio se vê retratos e estátuas de Apollo, ele foi o responsável por popularizar a retratação de Apollo nessa nova forma, semelhante a outro Deus que falaremos a seguir.
Um homem jovem, forte, imponente, trazendo a luz, e sendo carregado por 4 cavalos
Um menino que vem sempre trazendo a luz
a mesma figura, over and over. Um jovem loiro, vindo com luz, ostentando prestígio e beleza, e na frente dele 4 cavalos
.
Acima, divindade do sol personificado - Helios - período romano tardio
Essa última é uma retratação da personificação do Sol, nomeada na antiguidade como Helios. Não era um Deus muito aclamado no período helenístico, que cultuava majotariamente os 13 deuses do Olympus. No período imperial tardio de Roma, os imperadores reverenciaram especialmente o deus Helios Invencível, pois haviam pego por mescla de cultos através de influência egípcia o culto a Rá, o Sol. Esteticamente foi sincretizado com outra divindade vinda do império da Pérsia, o praticante de tauroctonia, Mithras. Ambos adentraram essa última fase do paganismo ocidental representando a luz, e como sua maior representação no universo humano conhecido: o sol, foi uma questão inevitável juntar os dois deuses. Logo ambos eram representados como rapazes jovens, sem barba, de cabelos revoltos até os ombros, com olhar compassivo, calmo, túnica esvoaçante e iluminados por uma auréola de luz.
Vemos então que na era moderna pós renascimento, os artistas, comissionados pelos nobres, escolhem principalmente o deus Apollo para ser retratado em suas obras, talvez devido as patronagens desse deus serem tão importantes para a humanidade, a luz, a música, a arte, a ciência, tudo que há de mais nobre e elevado no ser humano. Mas, cabe a pergunta, porque escolheram retratar o deus Apollo não com sua imagem característica a que era retratado em Roma e na Grécia antiga, um deus respeitado, mas não super estimado como vemos em suas imagens nada especiais, monótonas e cálidas, mas com a imagem de Helios, um deus diferente?
Hermes
Hermes, na mitologia grega, e Mercúrio, na mitologia romana, é o deus mensageiro, protetor dos viajantes, dos comerciantes, dos ladrões e dos oradores. Ele também é associado à transição e ao movimento, tanto físico quanto espiritual. Sua imagem era associada à astúcia, inteligência e à capacidade de mover-se rapidamente entre os mundos material e espiritual. Representado como um jovem acompanhado do caduceu, seu cajado composto de duas cobras enroscadas em três círculos, e na ponta uma pinha, uma chama ou asas.
As cobras formando três círculos simbolizam a natureza dual humana, ordenadas por um princípio. O primeiro círculo soma: corpo, o segundo psique: anima, o terceiro: espírito. As pinha é um símbolo antigo para a parte central do cérebro. A chama a iluminação do conhecimento. As asas um plano superior. Em qualquer das representações o simbolismo é claro, as três partes do ser humano, compostas por duas serpentes, matéria e espírito, se ordenam por um princípio superior.


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Durante o período helenístico, especialmente a partir do século III a.C., as tradições gregas e egípcias começaram a se fundir em Alexandria, um dos maiores centros culturais do mundo antigo. Nesse contexto, Hermes e Tot foram identificados como uma única entidade devido às suas funções semelhantes como mediadores do conhecimento divino. Hermes Trismegisto, que significa "Hermes, o Três Vezes Grande", foi assim concebido como um sábio ou uma divindade que reunia as qualidades de ambos os deuses. Os textos atribuídos a Hermes Trismegisto são conhecidos como o Corpus Hermeticum, uma coleção de escritos filosóficos e religiosos que tratam de temas como alquimia, astrologia, magia e teologia. Esses textos começaram a ser compilados no início da era cristã, provavelmente entre os séculos II e III d.C., mas são baseados em tradições orais e escritos anteriores desconhecidos em autoria e data. O Corpus Hermeticum é uma das principais fontes de conhecimento sobre o hermetismo e foi amplamente influente durante o Renascimento. O teólogo cristão Clemente de Alexandria (c. 150 – c. 215 d.C.) menciona Hermes Trismegisto em seus escritos, referindo-se a ele como um autor de vários textos esotéricos que eram altamente respeitados na época. Clemente sugere que Hermes Trismegisto era considerado uma figura de grande sabedoria, cujos escritos continham verdades ocultas sobre a natureza do cosmos e do divino.
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A forma de pinha no meio de dois elementos menores é usada em diversas culturas, um fato no mínimo curioso.
É curioso notar que no período de Beaux Arts apenas dois "deuses" oficiais do panteão grego romano são ostensivamente representandos no alto dos edifícios, Hermes e Apollo.
Anjos e figuras aladas
Imagens da personificação da vitória, da antiguidade
Não é novidade que com a mudança gradual do paganismo helênico ao cristianismo muitas formas estéticas do imaginário popular foram re-veladas com nomes, identidades e histórias diferentes, e isso se deu com o que chamamos de anjos, figuras aladas humanas. Na antiguidade eram usadas para representar a elevação de uma força a um alto nível de prestígio, algo que vinha dos deuses. Os anjos da religião cristã por suas descrições em nada se assemelham a humanos, muito menos tem assas de aves em suas costas, entretanto esse arquétipo simbólico já conhecido foi reinterpretado pela sociedade romana para representar a ideia de seres que se movem do mundo de cima, o espiritual, para o mundo de baixo, o mundo material.

O que seria um "mensageiro" ou anjo, pela descrição bíblica
As figuras aladas, agora como os anjos cristãos, mensageiros de Javé e de jesus Cristo
temos que por em mente que os símbolos são eternos, pois advém de arquétipos lógicos, mas o que simbolizam não. O simbolismo muda. Antes essa figura simbolizava uma ideia, a vitória. Agora ela simboliza seres metafísicos. E ambos são símbolos reais (não no sentido concreto material) mas no princípio psicológico humano, ou seja, válidos.
Representação dos anjos no período pós renascentista
De figuras humanas com asas ornamentando textos sagrados eles se tornaram imagens que portavam acima de tudo beleza, a beleza humana esculpida no rosto de uma criatura imaterial. As figuras aladas voltaram a ser representadas como o eram na antiguidade clássica, com asas de cisnes, e túnicas esvoaçantes.





Reparem que os anjos, quando são representado na pintura ou escultura por razão da Santa Igreja Católica nunca trazem nada a nenhum humano em suas mãos, nenhum presente, nem tem luz e auréola alguma em sua cabeça, pois são apenas mensageiros, não podem dar graça nem glória a nenhum ser humano, algo que na religião cristã apenas Deus Pai, Jesus e o Espírito Santo, e as vezes Maria, podem dar. Vimos até aqui que se o renascimento foi o iniciador, o barroco foi o período médio, o neoclássico o escancaramento total do paganismo e o Beaux Arts seu triunfo internacional, tanto nas filosofias que dominavam o mundo naquela época: o ateísmo, o cientificismo, o hegelianismo quanto as políticas imperialistas e laicas que surgiram pela primeira vez na história do mundo cristão. Agora então, vamos reparar como os anjos passam a ser representados na escultura arquitetônica da segunda metade do séc XIX
Representação de anjos séc XIX -
" Annatar " os senhores de dádivas
Os anjos nos prédios de renome e importância das grandes cidades são representados sempre trazendo presentes a humanidade, glória, simbolizada pela coroa de louros, liberdade, simbolizada pela corrente quebrada, paz simbolizada pelo ramo como se eles pudessem trazer coisas aos humanos, mas segundo a religião, não podem. Apenas um tipo de anjo trouxe ensinamentos e presentes aos homens, os anjos desobedientes, os anjos que se rebelaram, os anjos caídos.
Um anjo feminino, com seios proeminentes ( anjos deveriam não ter gênero visível ) apontando com uma mão para o alto, e com a outra para baixo, indicando o princípio - Tanto acima Quanto abaixo - das escolas de mistérios
Lembram do caduceu? duas figuras iguais ( que eram serpentes) com uma no centro representando as três partes do homem segundo a filosofia grega: Soma, Psique e Nous no centro das duas figuras iguais, mas dessa vez representando por um caduceu vivo, uma figura de ser humano. E isso dentro de igreja, a Eglise de Madalene, a mesma que foi construída em Paris para simular um templo grego
. Os esotéricos e partícipes das escolas de mistérios se infiltraram em todos os cantos da sociedade, e faziam questão de deixar sua marca aonde iam para que aqueles que vissem e soubesse, entendessem o símbolo
Um anjo guiando a humanidade para a guerra. Anjos podem fazer isso? Acho que não.
Anjo dando a música para humanidade
Anjo dando as ferramentas de trabalho para humanidade
Anjo com o caduceu de Hermes
Anjo representando a música secular, com seres humanos daqueles bem alegres e felizes com esse tipo de música
Vemos que mesmo trazendo uma dádiva o artista capturou a essência da criatura-ideia representada, nada de um rosto benevolente e sorridente como uma mãe que dá um presente a um filho, mas uma postura altiva, superior, feições de nojo ou apatia, como o de um senhor que da uma ferramenta a um escravo
Um anjo trazendo a glória ( louros) numa mão e sabedoria ( chama ) na outra
Um anjo trazendo o nacionalismo ao povo
Um anjo feminino saudando o povo, estando sobre o globo terrestre, oque simboliza ele tendo poder sobre a terra
Um jovem alado com luz de sua cabeça e presentes de glória em suas mãos
Séc XIX o propósito pagão escancarado como forma de arte nas capitais do mundo ocidental
Com o trinfo da Belas Artes o propósito do zeitgeist simbólico deste século pode se mostrar em sua real natureza a todos nos pináculos de todas as capitais mundiais da época, Paris, Londres, Roma, Berlim e Nova York. O propósito do estilo Beaux Arts também chamado ecleticismo, não é mais como o estilo anterior copiar ordens e proporções clássicas, mas misturar tudo que a humanidade já produziu de belo na escultura e arquitetura e inserir nos prédios, tudo misturado, por isso "ecleticismo". Os Deuses do panteão Romano ainda eram valorizados por toda a sociedade, mas seu foco se perdeu, ficou no passado, se pegaram apenas o estilo de técnica e se jogou fora os símbolos dos antigos pagãos. Agora qualquer coisa poderia ser representada e, conscientemente ou não, a figura mais representada na arquitetura das Belas Artes foram os anjos.
Sabemos que as escolas de esoterismo, na roupagem de sociedades de cavalheiros e homens livres, haviam ressurgido publicamente no séc XVII, crescido vertiginosamente no XVIII e agora no século XIX haviam alcançado incrível poder político e econômico tendo muitos membros de sociedades pertencentes a altos escalões políticos de diversas nações ( o próprio imperador D. Pedro II era abertamente um maçom ). Também observamos que foi na primeira metade desse século que começou-se a divulgar publicamente o esoterismo, o espiritualismo e a magia oculta, que foram teorizados no início da segunda metade por Blavatsky, Kardec e Steiner. Sendo assim, ponho muito em dúvida se esse simbolismo foi posto de todo inconscientemente apenas por influências do mundo invisível na mente dos artistas, pois eles eram comissionados, financiados, por homens pertencentes as elites, nada poderia ser produzido sem o aval do dinheiro.
Então creio ter sido uma manifestação mútua, tanto por parte dos integrantes dos ensinos esotéricos que influenciavam a produção cultural, quanto por parte de influências espirituais que guiavam os homens sugestionáveis rumo a um plano histórico bem visível
Você pode ir a qualquer uma dessas capitais ocidentais e nunca verá uma estátua de júpiter / Zeus o rei dos deuses, ou Juno / Hera a rainha das deusas, ou Atena a tão reverenciada justiça, ou Hércules o maior dos heróis, no alto dos prédios do século XVIII e XIX. Por que? Se a intenção era manifestar orgulho e admiração pela cultura clássica, porque não colocar os maiores e principais deuses nos monumentos? Porque os maiores monumentos das capitais sempre exibiam figuras de Hermes, um anjo ou Apollo? Porque a intenção seja inconsciente ( que eu creio ser na maioria das vezes ) ou consciente dos arquitetos e dos financiadores dessas construções, homens da elite, ricos e poderosos, era retratar um arquétipo em especial, algo que uma figura de um homem barbado e forte como Zeus, ou uma figura de mulher como Atena não poderiam nunca representar. É sempre uma figura semelhante que está no topo dos maiores edifícios clássicos. Veremos a seguir.
O arquétipo final identificado
The Light bringer
aquele que porta a luz
sempre a mesma figura, uma figura masculina andrógina, belo e jovem, que sempre traz consigo algo à humanidade, a música, a poesia, a medicina, " nós somos tão sortudos de ter ele " é o que vem a mente
Porque transformaram esteticamente no período pós renascimento Apollo, a maior divindade associada a luz e as dádivas, numa figura totalmente diferente do deus clássico? É como se sempre quisessem representar a mesma figura, fingindo ser um deus x ou y. A mesma figura fica aparecendo nos maiores prédios, nos mais monumentais, das grandes capitais.
Palais Garnier, a grande ópera de Paris, no topo " Apollo " que nada tem haver coma forma representativa de Apollo dos Romanos e Gregos antigos como já vimos, dando a harmonia, representada pela lira, à humanidade
reparem a pinha aparecendo cortada na ponta dos pés. Mesmo conjunto do caduceu, duas serpentes ao lado, homem no centro, alinhado pela música
4 cavalos, sempre
Anjo, estrela na testa, reparem nos dedos
" Apollo " sempre com 4 cavalos, majestoso, trazendo a luz
Grande estação central de Nova York
Porque representariam o deus dos ladrões e comerciantes, um deus menor, e não Zeus? Porque a intenção era representar um jovem, chegando triunfante à terra, vendo seus súditos
Composição do arco do triunfo - Paris

O rosto impõe medo, ele é poderoso, raivoso, as asas mostram que é um anjo, abaixo dele as pessoas tremem de medo e desolação. Isso é o arco do triunfo, um dos monumentos mais famosos do mundo todo, e ninguém nunca se perguntou, o que é isso?
Reparem a chama no topo da cabeça. Ele é iluminado. Portador da luz
Esse tem a estrela invertida na testa, um símbolo claro até entre os meios ocultistas de blasfêmia e ofensa a ordem divina
A coroa de raios, ele porta a luz, e traz consigo a chama, representação da sabedoria, do conhecimento
Mesma coisa, coroa de luz, chama, humanidade a baixo
Sempre 4 cavalos
Londres
St. Petersburgo
O mesmo ser está "aconselhando" a deusa da justiça Athena
Nova York -
Dizem ao povo que isso é uma deusa romana. Mas assim como Apollo, Hermes e todos os outros, representaram da forma que queriam, imprimindo nela os traços que quiseram, os elementos que quiseram, sem respeitar em nada a imagem original que era retratada na antiguidade da deusa Libertas
Não foi feito para parecer uma mulher, por isso não parece. É andrógino, tem a luz em si, e traz um pouco de sua luz numa tocha para dar à humanidade
É curioso notar uma similaridade nas figuras que vem sendo representadas pelos artistas ao longo do séc XVIII, disfarçada de deuses gregos, o que seria aceitável na época, e no XIX tanto como deuses como figuras aladas. Se percebermos existe um arquétipo que se repete, uma figura que aparece sempre. É como se ela quisesse emergir no cenário popular mas fosse impedida pelo zeitgeist dos tempos passados, mas a medida que a Europa foi se paganizando ela pode ir aparecendo gradativamente. Seja como Apollo, Hermes, ou um anjo, essa figura aparece sempre em uma posição de prestígio entre os poderosos ( que novamente, podem fazer isso conscientemente ou insconscientemente ) nas esculturas mais altas dos prédios, nos monumentos de mais renome das maiores cidades.
Um ser humano, que se assemelha a um homem, entretanto com características andróginas, ou seja, ausência de barba, corpo não tão musculoso, cabelos esvoaçantes.
Todos os símbolos indicam que vem do alto, pois sempre está nas posições mais altivas das composições de esculturas ou pinturas, seja porque está portando uma luz ( mas diferente de outras figuras aladas comuns a luz vem dele, não de algo que ele carrega nas mãos, mas símbolos que indicam que ele porta a luz nele, seja numa coroa de raios, uma chama em sua cabeça, ou até uma estrela invertida no alto da testa ) indicando que vem do alto, do sublime ou então asas, que também, indicariam a mesma coisa, que é uma figura que vem do alto, de cima, sempre numa posição de que está trazendo alguma coisa para a humanidade com glória e pompa. É representado como trazedor de presentes, aquele que ensinou, seja como Apollo, seja como Hermes, seja como Prometheus ou muitos outros nomes, tudo que a humanidade tem materialmente de bom nesse mundo, então vem acompanhado muitas vezes de elementos que representam a medicina, as artes, a matemática, a música etc... Quando é representado numa carruagem vem sempre carregado por 4 cavalos. Cada escultor da o seu toque de originalidade, seja na posição das mãos indicando símbolos ocultos, seja nas expressões faciais, seja na pose as vezes gloriosa as vezes altiva e soberba como um rei, mas ele sempre é representado ou trazendo luz e conhecimento a humanidade, ou cavalgando sua carruagem com 4 cavalos.
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