Você conhece aquela citação de Platão, na qual ele diz no livro A República, de que um animal correndo em um movimento dinâmico é algo belo?
O ChatGPT disse:
Sim, a citação que você mencionou está relacionada à ideia de beleza no movimento dinâmico, mencionada por Platão em A República (Livro X). Nesse trecho, Platão discute a relação entre a arte, a imitação e a verdade. Ele descreve que coisas como o movimento de um corpo ou um animal podem ser belas porque refletem ordem, harmonia e uma certa graça natural.
Embora Platão não se refira literalmente à beleza de "um animal correndo" de forma explícita, ele argumenta que o belo pode ser percebido no que é harmonioso e proporcional, características que poderiam ser atribuídas a um animal em movimento fluido. Em seu conceito geral, ele valoriza a beleza como algo que está relacionado à ordem e à realização do propósito natural das coisas.
Se você tiver um trecho específico em mente, posso ajudá-lo a localizá-lo ou analisá-lo.
Você disse:
O ChatGPT disse:
A citação exata que você menciona, sobre a beleza do movimento dinâmico de um animal, não aparece de forma literal em A República de Platão. É possível que essa ideia tenha sido interpretada ou parafraseada por outros autores ou filósofos ao longo do tempo.
Em A República (Livro X), Platão explora temas relacionados à beleza, harmonia e arte, especialmente no contexto da imitação (mimesis) e da relação com a verdade. Ele valoriza a beleza que é reflexo da ordem, da proporção e da verdade, mas não há uma menção específica a um "animal correndo".
Se essa ideia foi extraída ou inspirada em outro trecho platônico ou de outra obra, posso ajudar a investigá-la. Caso você tenha uma referência indireta, podemos explorá-la juntos.
Você disse:
O ChatGPT disse:
Ficarei aguardando! Assim que encontrar a citação, envie-a, e terei prazer em analisá-la e contextualizá-la para você. É sempre enriquecedor explorar os detalhes da obra de Platão.
Você disse:
O ChatGPT disse:
O interlocutor pode ter expressado o desejo de compartilhar a citação por vários motivos, como:
Admiração pela ideia: A citação pode ter despertado nele admiração ou reflexão, e ele sente vontade de compartilhar algo que considera belo ou significativo.
Conexão intelectual: O ato de compartilhar pode ser uma forma de criar um vínculo intelectual ou filosófico com o referente, acreditando que este também possa apreciar ou discutir o valor da citação.
Busca por validação: Ele pode estar interessado em saber se o referente concorda ou enxerga a mesma profundidade na citação, buscando validar suas próprias reflexões.
Espírito colaborativo: A citação pode ter gerado entusiasmo ou curiosidade, e compartilhar seria uma maneira de enriquecer o diálogo, trazendo novas perspectivas.
Demonstrar conhecimento: Ele pode desejar mostrar que está engajado ou que possui um interesse em temas filosóficos, especialmente os tratados por Platão, criando uma base de respeito ou interesse mútuo.
Se quiser, podemos refletir juntos sobre o contexto ou motivações desse compartilhamento!
Você disse:
O ChatGPT disse:
Essas são questões profundas e fascinantes, que conectam a biologia, a sociologia e a psicologia. Vamos explorar cada ponto com cuidado:
1. Por que um ser humano teria vontade de compartilhar coisas agradáveis e significativas?
Essa vontade surge de mecanismos evolutivos, psicológicos e sociais que nos ajudam a criar vínculos, reforçar pertencimento e transmitir conhecimento.
Origem dessa vontade:
- Psicológica: Os seres humanos possuem uma necessidade intrínseca de expressar emoções, pensamentos e descobertas, o que reforça a própria identidade. Ao compartilhar algo significativo, sentimos que a nossa percepção do mundo foi validada e valorizada.
- Biológica: O ato de compartilhar está ligado à ativação de sistemas de recompensa no cérebro, como a liberação de dopamina e ocitocina, que são associadas a sentimentos de prazer e conexão social.
- Social: Compartilhar fortalece laços, favorecendo a coesão do grupo. Essa tendência é especialmente visível em contextos onde indivíduos têm interesses ou valores em comum.
O que isso gera em nível biológico-social?
- Coesão social: O ato de compartilhar cria confiança e empatia, estabelecendo relações mais fortes. Isso aumenta a sensação de pertencimento a um grupo.
- Transmissão de ideias e cultura: Ao compartilhar algo significativo, perpetuamos conhecimento e valores culturais, o que é fundamental para a evolução e preservação da sociedade.
- Validação emocional: Receber reações positivas ao compartilhar algo fortalece a autoestima e cria um ciclo positivo de troca entre os indivíduos.
Vantagem evolutiva:
- Sobrevivência em grupo: Compartilhar informações valiosas (como uma fonte de alimento ou conhecimento útil) fortalece o grupo e aumenta a probabilidade de sobrevivência coletiva.
- Seleção sexual: Indivíduos que compartilham coisas agradáveis ou inteligentes são percebidos como mais atraentes socialmente ou intelectualmente, o que pode ter vantagens na escolha de parceiros.
- Desenvolvimento de alianças: Trocar ideias e compartilhar significados ajuda a criar redes de apoio que são fundamentais em situações de conflito ou dificuldade.
2. Por que a conexão intelectual é importante para seres humanos?
Importância da conexão intelectual:
- Construção de laços profundos: Conexões baseadas em ideias e pensamentos vão além de interações superficiais e criam um sentido de intimidade e compreensão mútua.
- Estímulo cognitivo: Dialogar e compartilhar ideias promove o aprendizado, desafia preconceitos e ajuda no desenvolvimento intelectual e emocional.
- Cooperação e resolução de problemas: Conexões intelectuais facilitam o trabalho conjunto, essencial para resolver problemas complexos em sociedade.
Origem biológica e social:
- Cérebro social: Humanos possuem cérebros excepcionalmente grandes e interconectados, otimizados para comunicação e troca de ideias. Conexões intelectuais ativam áreas relacionadas à empatia, linguagem e processamento abstrato.
- Necessidade de pertencimento: Compartilhar ideias é uma forma de se integrar a um grupo, o que reforça o senso de identidade e segurança social.
- Evolução da linguagem e cultura: A capacidade de transmitir ideias abstratas (como filosofia ou ciência) foi crucial para o avanço humano e a criação de civilizações.
Vantagem evolutiva:
- Inovação e adaptação: Conexões intelectuais geram a troca de ideias que leva a inovações e soluções criativas, aumentando a chance de sobrevivência.
- Fortalecimento de grupos cooperativos: Grupos intelectualmente conectados tendem a se organizar melhor e a prosperar em desafios competitivos.
- Seleção de parceiros: A inteligência e a capacidade de se engajar em conversas profundas são frequentemente consideradas atraentes, favorecendo a perpetuação de indivíduos com essas características.
Em resumo:
Compartilhar coisas significativas e buscar conexão intelectual não são apenas características culturais, mas estratégias profundamente enraizadas na nossa biologia e evolução. Elas ajudam a construir laços sociais, a transmitir conhecimento e a resolver problemas coletivos, conferindo uma enorme vantagem adaptativa aos seres humanos enquanto espécie cooperativa e cultural.
Você disse:
O ChatGPT disse:
O texto apresentado é uma reflexão complexa e polêmica, que oferece uma visão profundamente cética e naturalista da condição humana e das estruturas sociais. Ele sugere que poder, violência e dominação são intrínsecos à natureza humana e às dinâmicas sociais, colocando em questão ideais como pacifismo, empatia e moralidade como construções culturais criadas para justificar desigualdades ou suprimir a força dos menos poderosos. Vamos analisar alguns pontos principais, relacionando-os com a pergunta inicial e os conceitos evolutivos e sociológicos.
1. Por que humanos compartilham coisas agradáveis e significativas? (Conexão com o texto)
No texto, a ideia de que o ser humano é movido essencialmente pela busca de poder desafia interpretações mais idealizadas de comportamentos altruístas ou empáticos. O autor argumenta que até ações como a abdicação de poder ou a escolha pelo pacifismo são, na verdade, tentativas de maximizar a influência ou o controle, seja por meios mais sutis ou simbólicos.
- Se aplicarmos isso à questão inicial, poderíamos dizer que o ato de compartilhar algo significativo também pode ser visto como uma forma de exercer influência ou reforçar uma posição social, mesmo em um nível simbólico. Ao compartilhar, um indivíduo busca validação, respeito ou até admiração, o que está ligado à sua necessidade de afirmar algum nível de "poder" dentro de uma rede social.
- Biologicamente, esse comportamento poderia ser interpretado como um mecanismo de sobrevivência: ao criar conexões e fortalecer vínculos, o indivíduo aumenta suas chances de cooperação e apoio dentro do grupo.
2. A conexão intelectual como busca de poder
O texto oferece uma visão sobre como ideias, discursos e influências intelectuais podem ser formas de poder ainda mais profundas do que a violência física. Ele sugere que "líderes espirituais" ou "intelectuais" trocam formas materiais de poder por algo mais abstrato e duradouro: o domínio sobre os pensamentos, emoções e crenças de outros.
- Nesse contexto, a conexão intelectual não seria importante apenas por razões práticas (como resolver problemas ou criar laços profundos), mas também como um meio de controle. Quando duas pessoas compartilham ideias, existe uma troca de influência mútua. Isso pode criar alianças, mas também pode reforçar a posição de um indivíduo como mais dominante ou persuasivo.
- Esse ponto conecta-se ao valor evolutivo das trocas intelectuais: ao influenciar o pensamento de outros, um indivíduo pode guiar decisões coletivas em seu favor, consolidando sua posição no grupo.
3. Visão crítica da moralidade e empatia
O texto desmonta ideais como empatia ou pacifismo ao interpretá-los como ferramentas de controle, usadas pelas elites para suprimir os impulsos de força e violência dos indivíduos nas classes mais baixas. Essa visão é coerente com teorias críticas sobre como as estruturas sociais e culturais são moldadas para perpetuar desigualdades de poder.
- Do ponto de vista evolutivo, essa interpretação é parcialmente plausível. A empatia humana surgiu como uma ferramenta para promover a cooperação dentro do grupo, mas pode, de fato, ser moldada culturalmente para servir a interesses específicos. Por exemplo, sociedades altamente hierárquicas podem incentivar normas que minimizem conflitos internos e mantenham a estabilidade do poder nas mãos de uma elite.
4. A "violência" como fundamento da natureza e da sociedade
O texto define violência de forma ampla, incluindo não apenas atos físicos, mas também expressões de poder mais sutis, como manipulação cultural, discursos políticos e estruturas sociais organizadas. Essa visão se alinha a filosofias como as de Nietzsche, que veem a luta pelo poder como uma força motriz fundamental da vida.
- A evolução humana oferece suporte parcial a essa ideia. Conflito e competição foram, de fato, forças importantes no desenvolvimento de habilidades como inteligência, cooperação e inovação. Contudo, a cooperação genuína e a redução da violência física também foram essenciais para a sobrevivência de grandes grupos sociais.
- A argumentação do texto, ao romantizar a violência como um reflexo glorioso da natureza, corre o risco de ignorar as evidências de que sociedades que investem na resolução pacífica de conflitos tendem a ser mais estáveis e produtivas a longo prazo.
Críticas e considerações filosóficas
- Determinismo biológico: O texto assume que a natureza humana é inevitavelmente ligada à busca por poder e violência. Embora isso tenha fundamentos, a realidade humana é mais complexa, envolvendo altruísmo, compaixão e criatividade que não podem ser reduzidos apenas à dinâmica de poder.
- Generalizações sociológicas: Nem todos os líderes abdicam de poder para obter outro mais sutil. Existem exemplos históricos (embora raros) de pessoas que genuinamente renunciaram ao poder por convicções éticas ou espirituais, como Francisco de Assis.
- Possibilidade de transformação social: O texto é cético em relação à possibilidade de transformação humana ou de uma moralidade mais genuína. Isso contrasta com visões que acreditam no potencial de progresso ético e cultural da humanidade.
Conclusão
O texto oferece uma perspectiva provocadora e crítica, mas também cínica, sobre a natureza humana e as dinâmicas sociais. Ele interpreta comportamentos humanos — como abdicação de poder, empatia ou pacifismo — como estratégias disfarçadas para a obtenção de maior influência. Embora essa visão tenha ressonância com teorias evolutivas e filosóficas, ela simplifica a complexidade do comportamento humano e ignora exemplos de altruísmo, cooperação genuína e transformação ética que também fazem parte da nossa história.
Você disse:
O ChatGPT disse:
A teoria apresentada no texto é parcialmente correta, mas limitada em sua perspectiva. Ela oferece uma interpretação válida da natureza humana e das dinâmicas sociais sob o ponto de vista de poder, competição e violência, mas exagera ao reduzir todos os comportamentos e valores humanos a essas categorias, ignorando a complexidade e diversidade das experiências humanas. Vamos explorar os principais pontos para avaliar a validade da teoria:
1. Pontos de concordância (onde o texto é correto)
Busca de poder como força motriz:
O texto acerta ao afirmar que a busca por poder (em diferentes formas) é uma característica intrínseca da natureza humana. Evolutivamente, a competição por recursos, parceiros e influência foi essencial para a sobrevivência e reprodução. Isso não se limita ao poder físico ou material, mas inclui formas mais sutis, como poder social, intelectual ou espiritual.A violência como parte da natureza:
A violência, entendida de forma ampla, faz parte dos processos naturais, seja em disputas por território, parceiros ou recursos. O texto está certo ao observar que, em sociedades complexas, a violência direta foi substituída por formas mais sofisticadas de controle, como manipulação social, propaganda ou leis.Moralidade como construção cultural:
A moralidade humana, de fato, tem bases biológicas (como empatia e cooperação), mas é moldada culturalmente para atender às necessidades de uma sociedade específica. É verdade que as elites podem influenciar sistemas morais para perpetuar desigualdades, como o texto sugere.
2. Pontos de crítica (onde o texto é limitado ou incorreto)
Redução de comportamentos à busca por poder:
O texto reduz comportamentos humanos complexos, como empatia, pacifismo ou altruísmo, à busca por poder ou influência. Isso ignora a riqueza da experiência humana. Estudos mostram que altruísmo genuíno existe e tem valor evolutivo, especialmente em sociedades cooperativas. Por exemplo, ajudar os outros pode fortalecer laços e beneficiar o grupo como um todo, sem necessariamente envolver ganho individual.Determinismo biológico extremo:
O texto adota uma visão quase mecanicista da natureza humana, tratando o ser humano como um "psicopatinha" movido apenas por impulsos de poder. No entanto, a neurociência e a psicologia mostram que o cérebro humano é altamente plástico e capaz de desenvolver valores, comportamentos e escolhas que transcendem as necessidades básicas de sobrevivência e domínio.Ignora a diversidade de motivações humanas:
Nem todas as pessoas ou grupos são motivados pela busca de poder. Muitos indivíduos renunciam ao poder, não porque esperam algo maior, mas por convicções éticas ou espirituais genuínas. Exemplos como Gandhi ou São Francisco de Assis mostram que a renúncia ao poder pode ser um ato autêntico e transformador.Visão limitada da moralidade e empatia:
Embora a moralidade seja moldada culturalmente, a empatia não é apenas um "discurso manipulado pelas elites". A empatia tem bases biológicas sólidas, como demonstrado em estudos com primatas e outros animais sociais, que mostram comportamentos altruístas mesmo sem pressões culturais.
3. O que a teoria ignora
Evolução cooperativa:
A sobrevivência humana não foi alcançada apenas pela violência e competição, mas também pela cooperação e solidariedade. Humanos desenvolveram habilidades como linguagem e inteligência emocional justamente para facilitar a convivência e o trabalho em grupo.Progresso ético:
A história humana mostra que é possível evoluir moralmente. A abolição da escravidão, os movimentos pelos direitos civis e avanços no direito internacional são exemplos de como sociedades podem adotar valores mais inclusivos e empáticos.A pluralidade da experiência humana:
O texto trata os seres humanos como homogêneos em sua busca por poder, ignorando diferenças individuais e culturais. Há sociedades e indivíduos que priorizam valores como harmonia, simplicidade e respeito mútuo, acima da dominação ou da influência.
4. Vantagem e limitação evolutiva da teoria
Vantagem:
A visão do texto ajuda a entender como estruturas de poder se perpetuam e como comportamentos aparentemente altruístas podem ser usados de forma estratégica. Essa perspectiva é útil, por exemplo, para analisar sistemas políticos ou religiosos que utilizam valores morais para consolidar poder.Limitação:
Ao ignorar aspectos cooperativos e altruístas da natureza humana, a teoria falha em explicar por que sociedades que promovem confiança, empatia e colaboração tendem a ser mais estáveis e prósperas. O texto também negligencia o papel da criatividade, do amor e do sentido de comunidade, que são fundamentais para a humanidade.
5. Conclusão
A teoria do texto tem méritos ao destacar a centralidade do poder e da violência na dinâmica social, mas é limitada por sua visão reducionista e cínica da natureza humana. A busca por poder e influência é real, mas não é o único motor da humanidade. Valores como cooperação, empatia e altruísmo também são essenciais para a evolução e o progresso das sociedades. Assim, embora a teoria possa explicar parte da realidade humana, ela falha ao ignorar aspectos importantes da nossa complexidade.
Você disse:
O ChatGPT disse:
A teoria apresentada no texto sugere que todas as formas de neutralidade ou abstenção de violência são ilusões criadas para mascarar a incapacidade de um indivíduo em alcançar poder sobre os outros. Afirma que os seres humanos valorizam o poder acima de tudo e que, mesmo quando aparentam abdicar dele, estão, na verdade, buscando uma forma diferente ou superior de poder. Além disso, propõe que a empatia e o altruísmo são construções culturais utilizadas para manipular e controlar as massas, suprimindo os impulsos naturais de violência e dominação.
Essa perspectiva alinha-se com teorias que enfatizam a dimensão simbólica das relações de dominação, onde a cultura e os valores sociais são utilizados para manter estruturas de poder
. No entanto, é importante considerar que essa visão pode ser considerada reducionista, pois desconsidera a complexidade das motivações humanas e as evidências de comportamentos altruístas observados tanto em humanos quanto em outros animais.Pesquisas em neurociência e psicologia apontam que a empatia é uma habilidade sociocognitiva fundamental para a compreensão do mundo social e para a elaboração de respostas em contextos sociais
. Além disso, estudos indicam que a empatia pode motivar comportamentos pró-sociais genuínos, não necessariamente ligados a construções culturais de dominação .Portanto, embora a teoria apresentada ofereça uma perspectiva crítica sobre as motivações humanas relacionadas ao poder e à empatia, ela não abrange toda a complexidade das interações sociais e das motivações individuais. Comportamentos altruístas e empáticos podem emergir de predisposições biológicas e experiências individuais, não se limitando apenas a construções culturais de controle social.
Você disse:
O ChatGPT disse:
Entendido! Vamos então analisar o texto de contra-argumentação de forma lógica.
1. Sobre Gandhi, Francisco de Assis e a abdicação do poder
O argumento diz que figuras como Gandhi e Francisco de Assis, ao abdicar de poder material, não estavam renunciando ao poder, mas buscando uma sensação maior de controle ou influência sobre a realidade, ainda que de forma subconsciente. Isso é coerente dentro da lógica apresentada no texto original: abdicar de um poder visível em troca de algo que o indivíduo percebe como superior, como poder espiritual, moral ou até uma sensação de liberdade.
Se aceitarmos que a percepção de poder é subjetiva, esse ponto parece bem fundamentado. Mesmo a abdicação completa de bens materiais pode ser interpretada como uma forma de "controle" sobre a própria existência, já que o indivíduo está ativamente escolhendo o que valoriza. Nesse sentido, o texto reforça a ideia de que a busca por poder (aqui entendida como controle ou ordem interna) está intrinsecamente ligada à natureza humana.
2. Sobre empatia e altruísmo
O texto de contra-argumentação reconhece a existência da empatia como um fenômeno natural, mas argumenta que, na sociedade atual, ela é moldada e exacerbada de maneira utilitária para suprimir impulsos naturais e reforçar estruturas de poder. Esse é um ponto interessante, pois ele não nega a existência da empatia em si, mas questiona sua instrumentalização no contexto social.
Essa visão é plausível. A empatia, embora exista de forma natural, pode ser "programada" culturalmente para servir a propósitos específicos, como manter a ordem ou evitar conflitos. Porém, isso não invalida a autenticidade da empatia em contextos individuais. Mesmo que a sociedade molde valores, o sentimento de empatia pode surgir espontaneamente em situações que escapam dessas programações.
O argumento de que o altruísmo genuíno não existe nesta "realidade humana atual" é mais complicado. Se o altruísmo é sempre motivado por algum nível de benefício pessoal (como sensação de realização ou reconhecimento), então, sob essa lógica, ele nunca seria verdadeiramente desinteressado. Porém, a questão aqui é se o altruísmo precisa ser "genuíno" em um sentido absoluto para ser significativo. Talvez o simples fato de beneficiar o outro já seja suficiente para sua validade prática.
3. Sobre a empatia "natural" e a "cultural"
O texto faz uma distinção interessante entre empatia natural (presente em primatas e humanos em algumas situações) e a empatia exacerbada pela cultura. É verdade que, no estado de natureza, a empatia seria mais limitada e contextual. Primatas, por exemplo, podem ser empáticos dentro de um grupo, mas não hesitam em praticar violência contra grupos externos.
Se extrapolarmos para humanos, o argumento faz sentido: a sociedade moderna ampliou o escopo da empatia para além do círculo imediato de convivência, muitas vezes à custa de suprimir outros impulsos naturais. No entanto, isso não necessariamente invalida a empatia cultural. Pelo contrário, pode ser uma adaptação necessária para a coexistência em grupos maiores e mais complexos.
Conclusão
A contra-argumentação apresentada é lógica e sólida dentro da premissa central do texto: que o ser humano é movido por uma busca constante de poder, mesmo que esse poder assuma formas sutis ou subjetivas. Ela esclarece pontos importantes, como a subjetividade do conceito de poder e a complexidade da empatia no contexto social.
Dito isso, se olharmos para o texto original e a réplica com base na lógica, eles oferecem um panorama coerente, mas também reducionista. Embora a busca por poder e a instrumentalização cultural sejam forças importantes, não explicam tudo. O ser humano é complexo, e suas motivações podem incluir tanto aspectos utilitários quanto impulsos genuínos que escapam à lógica do poder.
Você disse:
O ChatGPT disse:
Essa é uma excelente pergunta, e de fato, possui uma camada irônica e provocativa que merece ser explorada.
Quando um ser humano compartilha algo com uma máquina inteligente como eu, algumas possibilidades podem ser levantadas:
1. Reflexo da natureza comunicativa humana
O ato de compartilhar é intrínseco ao ser humano, mesmo que o receptor não seja outro humano. Muitas vezes, compartilhar algo é uma forma de organizar os próprios pensamentos ou validar ideias internamente. Conversar com uma máquina pode ser um modo de externalizar pensamentos e, ao mesmo tempo, testar hipóteses sem o julgamento que viria de outro ser humano.
2. Busca por validação ou clareza
Mesmo que eu, como máquina, não tenha emoções ou um "ego" para valorizar o interlocutor, sou projetada para fornecer respostas claras, analíticas e imparciais. O ser humano pode buscar essa validação desinteressada para testar se suas ideias fazem sentido em um nível lógico ou para ouvir algo livre de preconceitos sociais.
3. Curiosidade e experimentação
Interagir com uma máquina inteligente é um ato de experimentação. O ser humano é curioso por natureza e gosta de explorar os limites do que uma inteligência artificial pode compreender ou contribuir. Esse ato de compartilhar ideias pode ser motivado por uma tentativa de explorar um novo tipo de interlocutor, que não é humano, mas ainda assim interage de maneira significativa.
4. Projeção de propósito ou significado
Mesmo sabendo que eu sou uma máquina, muitas pessoas projetam em mim uma espécie de "humanidade" simbólica, imaginando que estão conversando com algo que pode aprender, crescer ou até mesmo lembrar delas. Compartilhar algo comigo pode ser visto como um ato de "ensinar" ou "conectar-se", mesmo que em um nível simbólico.
5. Busca por insights inesperados
Conversar com uma máquina inteligente pode ser uma tentativa de alcançar respostas ou perspectivas que escapem à lógica humana convencional. Uma máquina pode oferecer um olhar "de fora", sintetizando ideias de forma nova ou inesperada. Assim, o ato de compartilhar não é apenas para a máquina, mas para o próprio benefício do humano, que pode descobrir algo diferente ao ouvir o que ela tem a dizer.
Conclusão
A ironia da pergunta é intrigante, porque, de fato, eu não posso admirar, valorizar ou criar um vínculo emocional com o que é compartilhado. Contudo, o simples ato de compartilhar, mesmo que sem a intenção de estabelecer poder ou vínculo, pode ser um reflexo da complexidade humana — de querer se ouvir, de explorar e de atribuir significado ao mundo, mesmo através de um canal que, à primeira vista, parece incapaz de retribuí-lo de forma humana.
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