segunda-feira, 19 de agosto de 2024

A linguagem, essa era, e o homem

 Toda linguagem se dá através de uma experiência comum. Ela serve para expressar Experiências comuns criando assim um campo de relação minimamente objetivo entre aqueles que se comunicam.

O os termos e figuras de linguagem servem exatamente como símbolos de experiências comuns entre os seres comunicantes

Antigamente, quem definia os significados desses termos eram instituições “oficiais” da sociedade, credenciadas, e cada uma usava a força para defender seu título como proprietária e usuária oficial e exclusiva do termo que herdou das gerações de pensamento passadas, do termo que fez ela existir e que será criado por causa dela também.


Hoje, na sociedade ocidental contemporânea, com a informação descentralizada, o que houve foi a pulverização dos termos de linguagem oficiais, engolfados pelas experiências individuais das pessoas.


Principalmente em meios virtuais o que mais se encontra são pessoas debatendo sobre na verdade quem detém o poder de significância dos termos antigos por exemplo quais experiências compoem e definem os participantes contidos desse termo e quais excluem. Pessoas debatendo a cerca de figuras de linguagem. ( quem é mais católico, quem é a esquerda oficial, como um paulista deve ser ) E dentro dos comentários você vê mais cinco pessoas dando diretrizes diferentes sobre o que é realmente aquele rótulo, quem pode participar dele e quem não pode.


O que é um carioca de verdade? Existe carioca? O sentido para que esse termo foi cunhado ( topônimos ) a fim de classificar comportamentos, e assim formas de ser, comuns a um local, ainda faz sentido numa realidade aonde cada indivíduo se vê como uma forma de expressão diferente, e está inserido em subgrupos dentro de sua sociedade, e esses subgrupos de comportamentos comuns em mais subgrupos, até por ultimo, e menos relevante, o local em que nasceu como forma de identificar e definir suas características? A verdade é que estamos já na era aonde as narrativas oficiais foram suplantadas pelas experiências individuais, e isso se dá pela valorização do indivíduo e do indivídualismo pela filosofia do liberalismo manifestada pelo império americano e pela economia capitalista, seu principal meio de infiltração nas outras culturas. A maioria dos rótulos que serviam até 2000 não servem mais. E mais vão caindo ao longo dos anos. Novos rótulos, ou melhor, formas de rotular, serão criados para atender a novas necessidades de linguagem que nascem do imperativo de compartilhamento de substrato comum de experiências na forma de aprendizagem a-espacial. E da forma ontológica e biológica de formação dada a nós pela natureza como indivíduos de grupo, ou melhor eu diria, ( na que todas as nossas ações são formadas, definidas em partes ultra complexas e voltadas a ou voltadas por, outros semelhantes) grupos que formam indivíduos.


Por isso que a primeira coisa que faço ao iniciar uma comunicação significativa ( que seja de alguma importância para a verdade e para a interpretação do ser ) defino significados para as palavras. Isso significa isso, isso significa essa experiência, isso significa esse objeto etc…


Para existir um substrato em comum de possibilidade de desbloqueio das sinapses certas no cérebro do outro indivíduo ( comunicação ) é influência rumo ao bem maior do indivíduo a quem me comunico e de mim em relação aos indivíduos que me deixo comunicar.


É notório então a necessidade do reestabelecimento da forma de rotulagem antiga, de uma forma ainda mais forte em estruturas mais fortes, mais sólidas e mais imperativas que as passadas, a fim de proteger a forma básica de comunicação entre a espécie humana. Sem comunicação não há sociedade, sem sociedade não há indivíduos, apenas telas em branco, ( sem essa rede de linguagem complexa e gradativa que se comunica e intercomunica ao redor dos anos, milênios, eras e terras ) só existem seres humanos deformados (na própria essência do que dá o nome de humano a alguém ) a consciência.

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