segunda-feira, 13 de maio de 2024

Das artes

 Conhece-se o grau de evolução artístico de um povo humano pela forma de assertiva que tem em representar fielmente o maior dentre as os seres, a maior dentre as maravilhas do universo, a figura humana. Pois se ele chegou num grau de realismo imposto nas obras indica que a sua sociedade já alcançara a algum tempo a matemática pura, para poder catalogar e precisar as medidas que formam o corpo e o rosto humanos. E se sua sociedade já desvendou a matemática pura então indica que ela utiliza de princípios tecnológicos para sua existência e transformação no ambiente. Se ela já desvendou a matemática pura indica que ela tem filosofia, pois o pensamento e o desejo de estudar, medir, classificar e catalogar os corpos, coisas e entes no universo advém do princípio filosófico de entender, compreender, com o maior dos sistemas materiais humanos, o intelecto, a própria essência da realidade. Logo o povo que já alcançou o desejo e a também a perícia de representação do ser humano de forma realista nos ofícios artísticos já há alcançado um elevado grau de racionalização sobre a filosofia, a intelecção, a superioridade em si.

Logo esta pode tanto representar em seus ofícios artísticos o lúdico, representativo, simbólico, que indica a representação de uma forma na existência num curto espaço de tempo, ( a representação lúdica de uma galinha por exemplo, ela vai seguir as regras e princípios estéticos estabelecidos pelo artista que desenvolveu aquela forma, princípios estes que vão durar a medida que o artista viver, ou melhor, menos tempo ainda, a medida em que o artista tiver capacidade de esculpir, pintar ou desenhar aquela forma específica de representação da galinha. E se esse artista morrer e os outros artistas das próximas gerações daquele povo ou de outro no tempo quiser continuar representando a criação de sua mente na realidade então aquele será o tempo em que aquele símbolo criado por ele, ( falo símbolo como código de informação específico conjunto) durará na realidade aquele tempo determinado, que pode durar 5 anos a alguns milhares como vemos no estudo da história da arte dos povos humanos) Já a forma dos objetos que compõem a própria realidade, as coisas que existem, e como existem, essas são símbolos que se as teorias científicas estiverem corretas, duram escalas incomparáveis de tempo, preexistem a intelecção humana em complexidade e qualidades ( beleza, tempo de existência viva, tempo de existência pétreo que seria o tempo de existência de sua forma através da reprodução dos seres, cores, matizes, sons) logo os “símbolos” presentes na natureza são os símbolos mais puros e perfeitos que podemos encontrar na realidade, e toda a glória, louvor e obras que pode-se fazer a eles é devida. ( Mas além disso, considera-se símbolos as formas que existem na realidade pois cada forma obedece a uma conjuntura de informação pré-posta moldada subjugada aos limites physicos da existência, antes de elas existirem e serem postas do mundo pelos seres e pelos compostos inanimados elas já existiam como probabilidade e como possibilidade do campo abstrato de existência, ou seja, as formas da natureza já existiam como “arquétipos” como os gregos da antiguidade nominavam, no campo das probabilidades, e pelas leis químicas e físicas que desconhecemos a origem, se fizeram como possibilidades no mundo, e ai sim algumas dessas possibilidades se manifestaram. Logo a primeira forma a existir seria a que existiu como possibilidade no campo abstrato, a segunda forma a existir foi sua manifestação do mundo em compostos materiais possibilitada pelas leis químicas que físicas. Logo quando o artista representa em seus ofícios artísticos o realismo da natureza nas técnicas e perícias o que ele faz é tentar copiar algo que ja é uma cópia. Mesmo que sua cópia seja a mais perfeita possível ela ainda assim será a segunda cópia daquela forma, e a cada cópia é algo lógico que as características daquela forma vão se perdendo. No campo abstrato quando a probabilidade pura se cristaliza como possibilidade, já se perdeu algumas características de sua essência. No campo da existência, quando a possibilidade se faz presente, já perdeu características que completavam aquela forma no campo abstrato e ganhou as características necessárias para que ela se faça no mundo formada pelas qualidades do mundo, partículas formadoras das coisas. Então quando o artífice representa a forma da natureza em alguma obra sua já tira o restante das qualidades e propriedades formadoras naturais daquela forma, representando-a, ou, “copiando-a” em algum outro composto da matéria adequado ao seu propósito com aquela obra. Sendo assim a obra artística realista é a primeira ( no campo humano) e terceira (no campo da realidade) cópia feita da forma como forma em si, e deve ser a última feita, pois após ela, todas as características restantes do princípio puro de origem de todas as coisas, e as suas qualidades, das quais retiro vontade e criatividade perfeitas, já se perderam totalmente na quarta cópia, que seria a arte não representativa, pois já quase não existia na terceira cópia, a arte representativa.

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