Se beleza é tudo aquilo que é dotado de qualidade estética, ou seja, aquilo que quando interpretado pelos sentidos agrada ao ser de alguma forma, vemos que no meio de todos os fluxo e influxos, atração e retração que as formas causam em nosso ser no universo, existe uma diferença notável perceptível para aqueles com capacidade e gosto pela análise das coisas, na natureza da essência, dos fenômenos, dos entes e dos resultados causados por esses influências estéticas. Aqueles que tem a curiosidade por entender as coisas percebem o que percebi, o óbvio, existem diferentes tipos de beleza. Não é uma coisa só. Meus debates aqui não são sobre os efeitos da beleza, a moral da beleza, o social da beleza... é a beleza pela beleza. teorizar a Estética pura. O resto.... não me importa nesse tratado.
Percebi depois de muito tempo a existência de três tipos gerais do que podemos chamar como "beleza" comumente.
Glossário:
- beleza : qualquer qualidade estética* de um ente* percebida em algum nível pelo ser*
- estética: ordem de fatores de informação
- ente: qualquer informação organizada no espaço com definição ( fim e início, limites) seja um corpo, um objeto animado ou inanimado, um pensamento, uma forma abstrata, etc...
- ser: ser necessariamente vivo e perceptivo: animais, plantas, bactérias etc...
Beleza, ha beleza
Se beleza é tudo aquilo
pelo que nos atraímos
Tudo aquilo que exerce
influência sobre
nosso campo
Como um imã
Há de se pensar
Como as meras atrações,
se beleza isso fosse...
exercem atrações de maneiras
e resultantes
tão diferenciadas
na minha pequena cobaia
no meu pequeno objeto de estudo
no meu Eu?
É como a alma deflorada.
As vezes é bom, as vezes é ruim.
Depois, sempre é péssimo.
Estava eu, outro dia, ouvindo um canto gregoriano.
Na nota superior
que cortava a melodia
perdi a consciência
estando consciente
Pensei: talvez isso seja "vegetar" clinicamente
Achei que iria ficar por lá mesmo
Foi um movimento que ocasionou um transe
Quase sim, desfaleci
Há de se mencionar que quase pensei em não escrever este artigo, pelo seu conteúdo ser tão inadequado, íntimo, talvez ofensivo aos tabus do subconsciente....
Mas... vi necessária uma organização de parâmetros, tanto minha, interna, como pessoa, ente, espírito. Como filosófica, o jeito de relacionar as coisas do mundo. Se deixar as percepções soltas assim em minha mente começo a ficar confuso com tantas análises diferentes. É material de anos e anos nesse hd orgânico. Meus pensamentos são repetitivos e rápidos. Logo penso já esqueço. Logo crio uma cadeia mental há chegar num raciocínio já vou apagando as conclusões que ficam na parte de trás dos encadeamentos, e depois que algo entra em meu plano dos sentidos já jogo todo o pensamento pro alto da memória para só ser visto quando novamente uma informação semelhante aparecer aos meus sentidos. Assim, tenho elucidações e conclusões que nunca tangi verdadeiramente, ainda que sejam verdades importantes e belas. Elas foram para o fundo da mente em algum passeio pela rua e talvez só as encontre daqui a anos quando voltarem desavisadas como fantasmas, daí que nasceu minha necessidade de escrever o que penso, se não escrevo não lembro de nada que divaguei. Preciso ler novamente depois para então lendo como se a informação viesse de fora a mim ela passasse para meu consciente, e então pudesse ter a possibilidade de virar ação. É miraculoso e flente.
Minha intenção é desvendar a natureza, ou ao menos elucidar esse emaranhado confuso de percepções múltiplas que estiveram soltas pela minha mente ao longo dessas duas décadas de experiências como humano, a natureza desse fenômeno tão invasivo que é o achar algo belo.
O sentimento é o mesmo em todas as situações, ter seu ser retirado de si mesmo, como se a alma fosse puxada para fora do centro do corpo em direção a outro ente, que exerce uma força gravitacional maior se fosse esse um corpo celeste, e assim o homem é impelido para fora de si em busca de unir-se de alguma forma, ou ser unido por, aquele ente filosófico, seja uma forma, um padrão, um cheiro.
Acho que esse é o motivo da minha investigação. Estou cansado de ser arrastado para fora de mim contra minha vontade, sem minha permissão. É isso que a beleza faz, um impacto como de carro, quando você vê já está saindo da janela em direção ao motorista da frente, você nunca mais será o mesmo, assim como um acidente a atração do ente ao ser o muda todas as pequenas vezes que ocorre;
Mas qual seria a forma principal da beleza se não aquilo que mexe com seu espírito e o dobra a sua vontade?
Há a beleza clássica, a beleza que agrada ao pensamento, que toca a perfeição dos parâmetros definidos
Há a estética sexual, a atração do animal, das células, dos instintos.
Uma não coexiste com a outra no meu corpo.
Uma só se faz através de mim quando a outra já está a quilômetros de distância, quando a outra já deixou saudade.
Já tentei, já tentei....
São arqui-inimigas, descobri através dos anos presente nesse corpo.
São de universos distintos
Os diferentes tipos de beleza
percebi depois de anos que existem três tipos de beleza perceptíveis ao ser humano
não vou nomeá-las ainda pois estamos no início dessa análise. Mas apenas usarei números para as definir.
A beleza tipo 1
que sintoniza aos instintos animais do organismo, excitando os órgãos e as partes do cérebro envolvidas na reprodução
a beleza tipo 2
que se sintoniza com a mente humana excitando suas capacidades lógicas e analíticas dos conceitos abstratos e medições complexas
A beleza tipo 3
que excita a parte do homem ainda desconhecida em forma, mas amplamente conhecida em efeito, que é responsável por sua necessidade de transcendência de estado de ser
As imagens usadas são meramente ilustrativas aos conceitos, podendo cada indivíduo ter as suas associações estéticas próprias a cada tipo de beleza. Mas o fato consumado aqui são os tipo de informação estética. Vê-se que os três tipos tem naturezas, associações simbólicas e efeitos diferentes no ser, logo minha teoria e classificação está correta. Essas imagens usadas são as que impelem o MEU SER a cada um desses tipos de estado.
As suas, as de outrem ...... que me importa?
existem sim dois tipos de beleza, ou melhor, não chamarei mais com essa nomenclatura, pois já vi que são duas coisas diferentes. Existe uma força de atração ao ser que é a atração ao meu bicho, e o acordando, me transforma em bicho, enquanto está em processo decorrente. E existe outra forma de atração que é de um princípio existente dentro de mim que é diferente do primeiro. Esse segundo existe mais nas maquinações da mente, do raciocínio, dos padrões e análises. Ele existe em outro plano, vejo que fora de mim.
Tudo que é belo atrai, mas um atrai um animal. Outro atrai um processo de pensamentos.
O que é oque?
É de se entender que como analista, mente efervescente, meu primeiro e mais constante objeto de estudo é minha psique e suas relações com meu corpo. tudo que sinto analiso. Desde a adolescência quando fui ganhando consciência plena do meu Eu, pelo menos a consciência que tenho hoje, que talvez não fosse a mesma de quando era criança, pois sinto claramente uma diferença de natureza das duas, como se fossem processos diferentes, a a consciência mais recente como se fosse um processo expansivo e vivo, ou seja, desde que a adquiri lá pelos 12 anos a sinto expandir mais e mais em potencial cognitivo e perceptivo a cada ano. Mas como dizia, analiso tudo que faço. Existem diversas camadas no meu agir, a de primeira pessoa, e as outras que a estão analisando por diversos pontos, racionalizando sobre as ações analisadas etc... Logo como esse é um tema não trazido a consciência, a escrita, ao agrupamento formal e organizado das percepções, existe muito material do meu Eu, do Rafaelzinho lindo, a ser analisado como objeto desse estudo.
Análise dos atos de beleza
Denomina-se aqui "ato" como o processo dinâmico no espaço e no tempo de o ser ( de forma integral) consumar aquela força de atração que é exercida pelo ente, e que se tem um nível estético envolvido como o que está sendo aqui estudado, pode se considerar de diversas formas "beleza"
O ato dinâmico gerado pela estética que estimula o animal é o ato de coito, de expulsão dessa atração usando o corpo do objeto da onde partiu a informação estética de atração. É curioso notar que a consumação do processo de atração gerado pela beleza que estimula o lado animal geram, ao longo de anos de estudos e análises feitos em mim mesmo, mais efeitos negativos do que efeitos positivos com o processo. Detalharei o que sinto para fins de análise.
Primeiro o processo de desejo faz com que o ser esqueça todos os outros fatores e foque apenas no objeto desejado, como numa forma de obsessão momentânea. Vemos que se o ser "esquece" de tudo o mais, podemos interpretar isso como: "perde a percepção" de tudo o mais. Ou seja, tem sua inteligência, que é a capacidade de percepção em nós humanos, diminuída momentaneamente enquanto o ato ocorre.
Após a consumação do ato de coito é mais curioso ainda perceber que logo que há o êxtase do orgasmo, ou ainda em sua duração, que são cerca de dois segundos, há a completa perda do poder de atração do ente externo ao ser, ele cessa instantaneamente.
Há de se também tomar nota que, quando este não cessa apenas, mas comumente se transforma numa repulsa inexplicável pelo ato, pelo espaço ambiente, pelo ente antes desejado e por si próprio.
Após então o término oficial do ato de consumação há durante cerca de dois dias efeitos mentais e psíquicos. O primeiro é a irritabilidade constante que surge aonde antes não havia nada além de paciência e doçura. Outro é a falta de atenção e foco em coisas básicas ou complexas. Outro efeito é a falta de paz, há uma ansiedade constante, leve, dormente, pequenina, impossibilitado encontrar aquela paz repousante que era facilmente encontrada antes do processo.
Há de se notar também como sendo de suma importância o principal, aquilo que me fez ir percebendo ao longo dos anos a crucial diferença de natureza dessas duas atrações estéticas: a incapacidade de se perceber o outro tipo de beleza oposto, aquela percebida mais com os processos da mente que com os processos do corpo, enquanto estou sob influência do ato.
Quando deixo ser levado para consumar os desejos que vem dessa beleza animal, dessa força mais instintiva e primitiva, os efeitos percebidos (e sentidos) na duração de seus meandros ao objeto (eu), são:
Cansaço
Indisposição
Oscilação de humor
Repulsa ou neutralidade pelo objeto antes desejado
Estresse
Falta de concentração
impossibilidade de acessar os locais mentais de abstração altos
impossibilidade de se conectar com a beleza mais alta
Foi com esse processo de impossibilidade de sentir e perceber a beleza "mental" após os efeitos do processo da beleza "animal" que me fizeram um dia entender a natureza desses dois processos. Talvez, pensei, então eles não sejam algo que vem de mim, mas um estado ser que alcanço quando me permito ser atingido pelo potencial de influência de atração do ente referido. Não é um efeito produzido em mim, ou não SOMENTE um efeito produzido em mim, mas com o ato uma fusão, uma conexão que ocorre dos dois participes, do ser, eu, e do ente, o corpo externo. A beleza é uma conexão, ou melhor, uma abdução que se inicia com uma conexão. Há ali estados, graus, realidades, melhor falando: lugares. então era óbvio o porque depois de um ato de conexão com um tipo de beleza eu não podia perceber, sentir, me conectar ao outro tipo: pois é impossível estar em dois locais ao mesmo tempo.
O processo todo pode ser referido graficamente como:
emanação de informação estética por parte do ente - recepção das informações estéticas através do ser - desejo de conexão por parte do ser - ato de conexão do ser e do ente - abdução do ser a realidade do ente


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