quinta-feira, 30 de maio de 2024

Ainda sobre as belezas

 


Se beleza é tudo aquilo que é dotado de qualidade estética, ou seja, aquilo que quando interpretado pelos sentidos agrada ao ser de alguma forma, vemos que no meio de todos os fluxo e influxos, atração e retração que as formas causam em nosso ser no universo, existe uma diferença notável perceptível para aqueles com capacidade e gosto pela análise das coisas, na natureza da essência, dos fenômenos, dos entes e dos resultados causados por esses influências estéticas. Aqueles que tem a curiosidade por entender as coisas percebem o que percebi, o óbvio, existem diferentes tipos de beleza. Não é uma coisa só. Meus debates aqui não são sobre os efeitos da beleza, a moral da beleza, o social da beleza... é a beleza pela beleza.  teorizar a Estética pura. O resto.... não me importa nesse tratado.

Percebi depois de muito tempo a existência de três tipos gerais do que podemos chamar como "beleza" comumente. 


Glossário:

- beleza : qualquer qualidade estética* de um ente* percebida em algum nível pelo ser*

- estética: ordem de fatores de informação

- ente: qualquer informação organizada no espaço com definição ( fim e início, limites) seja um corpo, um objeto animado ou inanimado, um pensamento, uma forma abstrata, etc...

- ser: ser necessariamente vivo e perceptivo: animais, plantas, bactérias etc...



Beleza, ha beleza










Se beleza é tudo aquilo 

pelo que nos atraímos

Tudo aquilo que exerce 

influência sobre 

nosso campo

Como um imã

Há de se pensar

Como as meras atrações,

 se beleza isso fosse...

exercem atrações de maneiras

 e resultantes

 tão diferenciadas

na minha pequena cobaia

no meu pequeno objeto de estudo

no meu Eu?








É como a alma deflorada.

 As vezes é bom, as vezes é ruim. 

Depois, sempre é péssimo.  

Estava eu, outro dia, ouvindo um canto gregoriano.

 Na nota superior

que cortava a melodia

perdi a consciência

 estando consciente

Pensei:  talvez isso seja "vegetar" clinicamente 

Achei que iria ficar por lá mesmo

Foi um movimento que ocasionou um transe

Quase sim, desfaleci
 



Há de se mencionar que quase pensei em não escrever este artigo, pelo seu conteúdo ser tão inadequado, íntimo, talvez ofensivo aos tabus do subconsciente....
Mas... vi necessária uma organização de parâmetros, tanto minha, interna, como pessoa, ente, espírito. Como filosófica, o jeito de relacionar as coisas do mundo. Se deixar as percepções soltas assim em minha mente começo a ficar confuso com tantas análises diferentes. É material de anos e anos nesse hd orgânico. Meus pensamentos são repetitivos e rápidos. Logo penso já esqueço. Logo crio uma cadeia mental há chegar num raciocínio já vou apagando as conclusões que ficam na parte de trás dos encadeamentos, e depois que algo entra em meu plano dos sentidos já jogo todo o pensamento pro alto da memória para só ser visto quando novamente uma informação semelhante aparecer aos meus sentidos. Assim, tenho elucidações e conclusões que nunca tangi verdadeiramente, ainda que sejam verdades importantes e belas. Elas foram para o fundo da mente em algum passeio pela rua e talvez só as encontre daqui a anos quando voltarem desavisadas como fantasmas, daí que nasceu minha necessidade de escrever o que penso, se não escrevo não lembro de nada que divaguei. Preciso ler novamente depois para então lendo como se a informação viesse de fora a mim ela passasse para meu consciente, e então pudesse ter a possibilidade de virar ação. É miraculoso e flente. 


Minha intenção é desvendar a natureza, ou ao menos elucidar esse emaranhado confuso de percepções múltiplas que estiveram soltas pela minha mente ao longo dessas duas décadas de experiências como humano, a natureza desse fenômeno tão invasivo que é o achar algo belo. 
O sentimento é o mesmo em todas as situações, ter seu ser retirado de si mesmo, como se a alma fosse puxada para fora do centro do corpo em direção a outro ente, que exerce uma força gravitacional maior se fosse esse um corpo celeste, e assim o homem é impelido para fora de si em busca de unir-se de alguma forma, ou ser unido por, aquele ente filosófico, seja uma forma, um padrão, um cheiro. 

Acho que esse é o motivo da minha investigação. Estou cansado de ser arrastado para fora de mim contra minha vontade, sem minha permissão. É isso que a beleza faz, um impacto como de carro, quando você vê já está saindo da janela em direção ao motorista da frente, você nunca mais será o mesmo, assim como um acidente a atração do ente ao ser o muda todas as pequenas vezes que ocorre;




Mas qual seria a forma principal da beleza se não aquilo que mexe com seu espírito e o dobra a sua vontade?





Há a beleza clássica, a beleza que agrada ao pensamento, que toca a perfeição dos parâmetros definidos
Há a estética sexual, a atração do animal, das células, dos instintos.

Uma não coexiste com a outra no meu corpo. 
Uma só se faz através de mim quando a outra já está a quilômetros de distância, quando a outra já deixou saudade. 

Já tentei, já tentei....

São arqui-inimigas, descobri através dos anos presente nesse corpo. 


São de universos distintos











Os diferentes tipos de beleza


percebi depois de anos que existem três tipos de beleza perceptíveis ao ser humano

não vou nomeá-las ainda pois estamos no início dessa análise. Mas apenas usarei números para as definir.



A beleza tipo 1

 que sintoniza aos instintos animais do organismo, excitando os órgãos e as partes do cérebro envolvidas na reprodução




a beleza tipo 2 

que se sintoniza com a mente humana excitando suas capacidades lógicas e analíticas dos conceitos abstratos e medições complexas 



A beleza tipo 3

 que excita a parte do homem ainda desconhecida em forma, mas amplamente conhecida em efeito, que é responsável por sua necessidade de transcendência de estado de ser




As imagens usadas são meramente ilustrativas aos conceitos, podendo cada indivíduo ter as suas associações estéticas próprias a cada tipo de beleza. Mas o fato consumado aqui são os tipo de informação estética. Vê-se que os três tipos tem naturezas, associações simbólicas e efeitos diferentes no ser, logo minha teoria e classificação está correta. Essas imagens usadas são as que impelem o MEU SER a cada um desses tipos de estado. 

As suas, as de outrem ...... que me importa?
















existem sim dois tipos de beleza, ou melhor, não chamarei mais com essa nomenclatura, pois já vi que são duas coisas diferentes. Existe uma força de atração ao ser que é a atração ao meu bicho, e o acordando, me transforma em bicho, enquanto está em processo decorrente. E existe outra forma de atração que é de um princípio existente dentro de mim que é diferente do primeiro. Esse segundo existe mais nas maquinações da mente, do raciocínio, dos padrões e análises. Ele existe em outro plano, vejo que fora de mim. 

Tudo que é belo atrai, mas um atrai um animal. Outro atrai um processo de pensamentos. 

O que é oque?



É de se entender que como analista, mente efervescente, meu primeiro e mais constante objeto de estudo é minha psique e suas relações com meu corpo. tudo que sinto analiso. Desde a adolescência quando fui ganhando consciência plena do meu Eu, pelo menos a consciência que tenho hoje, que talvez não fosse a mesma de quando era criança, pois sinto claramente uma diferença de natureza das duas, como se fossem processos diferentes, a a consciência mais recente como se fosse um processo expansivo e vivo, ou seja, desde que a adquiri lá pelos 12 anos a sinto expandir mais e mais em potencial cognitivo e perceptivo a cada ano. Mas como dizia, analiso tudo que faço. Existem diversas camadas no meu agir, a de primeira pessoa, e as outras que a estão analisando por diversos pontos, racionalizando sobre as ações analisadas etc... Logo como esse é um tema não trazido a consciência, a escrita, ao agrupamento formal e organizado das percepções, existe muito material do meu Eu, do Rafaelzinho lindo, a ser analisado como objeto desse estudo. 




Análise dos atos de beleza


Denomina-se aqui "ato" como o processo dinâmico no espaço e no tempo de o ser ( de forma integral)  consumar aquela força de atração que é exercida pelo ente, e que se tem um nível estético envolvido como o que está sendo aqui estudado, pode se considerar de diversas formas "beleza"


O ato dinâmico gerado pela estética que estimula o animal é o ato de coito, de expulsão dessa atração usando o corpo do objeto da onde partiu a informação estética de atração. É curioso notar que a consumação do processo de atração gerado pela beleza que estimula o lado animal geram, ao longo de anos de estudos e análises feitos em mim mesmo, mais efeitos negativos do que efeitos positivos com o processo. Detalharei o que sinto para fins de análise.
 
Primeiro o processo de desejo faz com que o ser esqueça todos os outros fatores e foque apenas no objeto desejado, como numa forma de obsessão momentânea. Vemos que se o ser "esquece" de tudo o mais, podemos interpretar isso como: "perde a percepção" de tudo o mais. Ou seja, tem sua inteligência, que é a capacidade de percepção em nós humanos, diminuída momentaneamente enquanto o ato ocorre. 
Após a consumação do ato de coito é mais curioso ainda perceber que logo que há o êxtase do orgasmo, ou ainda em sua duração, que são cerca de dois segundos, há a completa perda do poder de atração do ente externo ao ser, ele cessa instantaneamente. 

Há de se também tomar nota que, quando este não cessa apenas, mas comumente se transforma numa repulsa inexplicável pelo ato, pelo espaço ambiente, pelo ente antes desejado e por si próprio. 

Após então o término oficial do ato de consumação há durante cerca de dois dias efeitos mentais e psíquicos. O primeiro é a irritabilidade constante que surge aonde antes não havia nada além de paciência e doçura. Outro é a falta de atenção e foco em coisas básicas ou complexas. Outro efeito é a falta de paz, há uma ansiedade constante, leve, dormente, pequenina, impossibilitado encontrar aquela paz repousante que era facilmente encontrada antes do processo.

 Há de se notar também como sendo de suma importância o principal, aquilo que me fez ir percebendo ao longo dos anos a crucial diferença de natureza dessas duas atrações estéticas: a incapacidade de se perceber o outro tipo de beleza oposto, aquela percebida mais com os processos da mente que com os processos do corpo, enquanto estou sob influência do ato. 


Quando deixo ser levado para consumar os desejos que vem dessa beleza animal, dessa força mais instintiva e primitiva, os efeitos percebidos (e sentidos) na duração de seus meandros ao objeto (eu), são:

Cansaço 

Indisposição  

Oscilação de humor

Repulsa ou neutralidade pelo objeto antes desejado

Estresse

Falta de concentração

impossibilidade de acessar os locais mentais de abstração altos

impossibilidade de se conectar com a beleza mais alta


Foi com esse processo de impossibilidade de sentir e perceber a beleza "mental" após os efeitos do processo da beleza "animal" que me fizeram um dia entender a natureza desses dois processos. Talvez, pensei, então eles não sejam algo que vem de mim, mas um estado ser que alcanço quando me permito ser atingido pelo potencial de influência de atração do ente referido. Não é um efeito produzido em mim, ou não SOMENTE um efeito produzido em mim, mas com o ato uma fusão, uma conexão que ocorre dos dois participes, do ser, eu, e do ente, o corpo externo. A beleza é uma conexão, ou melhor, uma abdução que se inicia com uma conexão. Há ali estados, graus, realidades, melhor falando: lugares. então era óbvio o porque depois de um ato de conexão com um tipo de beleza eu não podia perceber, sentir, me conectar ao outro tipo: pois é impossível estar em dois locais ao mesmo tempo. 





O processo todo pode ser referido graficamente como:


emanação de informação estética por parte do ente - recepção das informações estéticas através do ser - desejo de conexão por parte do ser - ato de conexão do ser e do ente - abdução do ser a realidade do ente 




 













segunda-feira, 27 de maio de 2024

louvar louvar e louvar

Deus é sumo bem


.todo “malefício” são formas de conhecer melhor a pessoa de Deus. 


Logo toda perda, tragédia, destruição, dano causado a uma pessoa boa é um bem de indução a metanoia. 


E tudo disso causado a uma pessoa má é nada mais que fruto das consequências geradas por ela mesma, nesse caso é mera causalidade


Um malefício ocorrido a uma pessoa boa é um mal escolhido especificamente por Deus para que haja um impulso vivificante nela através de sua abertura a origem da vida


Ponto central da teoria - não só os bens em si são bens advindos do bem, mas toda possibilidade e probabilidade de mal que poderia ocorrer e não ocorrera é um fato de misericórdia, bondade e amor de Deus. Pois se os bens estão presentes no universo na forma de ordem, harmonia, beleza, justiça, poder e bondade, vemos que tudo na estrutura da realidade poderia não ser, apenas se retirando um desses princípios. Logo esses princípios emanam da mesma origem, que é o amor, da inteligência suprema. Logo todo mal que ocorre só pode ocorrer de Duas formas



criado pelas causas das pessoas gerando consequências maleficiosas


2


Criado por causas aquéns a sua influência 


No caso do numero dois devemos perceber que o malefício que acomete alguém que não tem causa necessária ligada à sua origem é um malefício que não deveria ocorrer a primeira vista, ai que vem o sentimento de injustiça dos ignorantes quando se deparam com as tragédias da vida. Pois para a inteligência perceptiva e subconsciente do indivíduo humano é fato perceber que a realidade é dotada daqueles mesmos padrões de bem que a fundamentam gerando tudo que existe. Logo se um fato ocorre fugindo a essa ordem de bens que sustenta a própria realidade em pé, duas coisas podem ter ocorrido:



A origem dos bens ( beleza, justiça, ordem, harmonia, poder, bondade) apesar de estar emanando o tempo inteiro essas propriedades que sustentam a realidade, “deixou passar” dos seus filtros por engano um fato que vai de encontro, colide, com a própria estrutura da realidade, algo que vai de encontro ao bem doa seres e dos entes, um malefício. E logo a inteligência suprema, soberana e suma é falha., pois deixa passar volte e meia um “mal”, um erro, pelos próprios filtros que criam sua realidade, ou seja, algo que iria contra seus próprios objetivos, uma burrice. 

Algo que pela lógica filosófica não pode ser, ja que ela é ultima e suma, e a realidade existe. 

E também se mostra falso pelo fato de que se malefícios pudessem “sair” aleatoriamente de Deus para a realidade criada, esses malefícios em uma ordem aleatória iriam se somar e neutralizar, destruir, a própria realidade, o próprio universo, acabando com sua ordem. 



O malefício que advém na realidade do ser / ente é percebido pelos ignorantes como um mal quando na verdade aquele fato é um bem, afinal tudo que vem do bem, é um bem. Encaminhado pela inteligência suprema de forma pinçada e escolhida para causar o efeito necessário aquele ser ente. E se o bem, como conceito lógico filosófico, não pode emanar nada que não seja o bem, logo o efeito necessário a esses entes/seres é, como podemos correlacionar, a aproximação de sua ordem com o próprio bem em si, sua vivificação, seu melhoramento, o colocá-lo mais próximo da origem dos bens. 

Logo todo mal trágico é um presente maravilhoso da própria pessoa de Deus. 


terça-feira, 21 de maio de 2024

De formas maravilhosas é composta a sagrada e divina unidade


A beleza estrita é ausente de sentido pois o sentido é em si mesma como representante da realidade acima da sua nos símbolos físicos usados para representa-la. O perfeito, ou ideal, (dependendo de como usamos esse termo, mas afinal todo termo hoje tem diversos possíveis significados, a última vez que se uniu os conceitos dos termos linguísticos foi no dezesseis da França. Tem uns trezentos anos que cada povo vai falando do seu jeito sem regra, e cem de liberdade total. Só nisso virou essa bagunça de sentidos linguísticos) Mas como dizia, o ideal é representando em um símbolo e ai depois em um material. Repare que o que é representado na beleza estrita não é o símbolo em si mas o ideal através desse símbolo material, dessa forma, dessa coisa no material escolhido que pode ser tinta, pedra, som e muito mais. 
ideal - símbolo - material
O ideal seria um conceito abstrato, como uma proporção matemática, o símbolo seria por exemplo o organismo humano, o material o mármore. 

Logo o artista demonstra no material o abstrato, não representa o ser humano "real" que seria o que vemos aqui no mundo, mas ele transcrito a um ideal, a uma proporção.  



Porque a estética é a mãe de todas as nobres filosofias e ciências? Sagrada é a forma e a forma é o sagrado



pois forma não é imagem como pensam, forma existe até no invisível, pois até o pensamento precisa de uma forma, forma nada mais é que um modelo, uma progressão de informações, de códigos. E a estética, o bom agrupar desses códigos, é a mais digna de reverência para um ser existente 



Pois quando olhamos para algo um ser belo, de quaisquer espécie, estamos olhando para os átomos invisíveis que se organizaram em moléculas, que se organizaram em macromoléculas, que se organizaram em células, que se organizaram em tecidos, que se organizaram em órgãos, que se organizaram num corpo para enfim dar naquele ser que olhamos, que captamos com nossos sentidos. Pense na complexidade que existe dentro de todos esses sistemas. Tudo para no final formar o que deveria ser formado, o ser belo em plena existência, simétrico, harmônico, pujante de vida, o modelo, o sentido, o original, o divino. 







parei de me importar com gostos. O gosto não se está sendo julgado aqui, nem os meus nem os seus nem os nossos nem os de ninguém. Cheguei a conclusão que beleza é ordem.

Quando analisamos um princípio devemos nos livrar de qualquer gosto pessoal sobre o que diz respeito ao belo, pois o que nos diz respeito pessoalmente está ligado a todas as coisas que vivemos, principalmente na infância e nos momentos em que estávamos mais vulneráveis psicologicamente. Tem haver com constructos culturais, das pessoas que nos cercaram, das influências estéticas as quais estivemos submetuidos. São muitas variáveis numa equação desnecessária em seu resultado, pois ninguém se preocupa com o que achamos pessoalmente. E até nós mesmo deveríamos esconder o que achamos dos outros e apenas revelar em nosso coração, nos momentos mais secretos de pessoalidade, raros, escassos, pois é assim que deve ser, é o natural, o pessoal deve estar submetido ao total, não com opressões e mandatos, mas de forma leve e consequente, como alguém que sabe estar em casa e estar fora de casa. Aqui então não é tratado, como em nenhuma outra análise minha, sobre gostos pessoais caro leitos, muito pelo contrário, meu costume é justamente largar sem pensar meu gostos pessoais os trocando por princípios naturais assim que os analiso plenamente, minha vida tem sido isso, largar o eu construído por outras pessoas sob mim para um eu feito de partes congruentes ao todo universal, um eu humano completo, adequado, quase ouso dizer divino em ironia formal. A análise é um processo sagrado, nela devemos nos livrar de qualquer roupa que usamos lá fora, nos tornar vazios, e assim podemos perceber o universo, analisar, chegar na verdadeira forma, forma que víamos turva e agora vemos verdadeira, justa e bela. 






Quando olhamos um ser humano belo estamos olhando a mais magnífica forma existente no universo pois é dela que existe a maior complexidade conceitual ( de sentido de existência, afinal não há dúvidas que o indivíduo humano em pleno potencial é o ser mais complexo conhecido até hoje) dentro da maior complexidade material ( o corpo, um agrupado de átomos em complexidade de formas e isometrias moleculares enorme) os organismos biológicos são, se comparados com os outros compostos da natureza por todo universo os agrupados mais complexos conhecidos. Logo um ser humano, um ente de razão, intelecção, contemplação, meditação e abstração, dentro de um organismo biológico, é o ser mais maravilhoso que existe em toda a multiplicidade de formas desse magnífico universo criado. 

Beleza é entendido na nossa sociedade caída em intelecto como o que achamos atraente relativo a cada área pessoal de nossas vidas, entretanto revelo aqui a quem quiser receber um novo tipo de beleza, já que o termo já foi corrompido pela sociedade, uma nova beleza, ou uma ressignificação do mesmo termo que teria que ser feita. O que achamos atraente em cada área pessoal ( á nas formas atratividades para cada área como imãs. Há as formas estéticas que são mais adequadas - atraídas - as áreas religiosas, outras as áreas eróticas, outras as áreas educacionais, outas as de amizade etc...) é algo relativo e criado por ramificações a verdade, não vem diretamente da verdade, nem necessariamente pode simbolizar algo da verdade. Mas há a verdadeira beleza, ou posso chamar de beleza estrita, que é aquela vinda diretamente de um conceito, ela vem de fora de nosso ser e o adequa por dentro, diferente das belezas pessoais atraentes a cada um, elas já estão dentro de nós quando criamos consciência após a infância e os objetos de desejo relativos a essa beleza menos que são capturados em nossas vidas mediante a atração que temos e ao poder de atrair o que queremos esteticamente. Já a beleza estrita ela precisa ser aceita como beleza pelo humano em modo original, para então se aceita, se entendida, adentrar ao ser e então mudá-lo por dentro. Digo então que a beleza menor vem de nós e captura os objetos, já a beleza estrita vem de fora e nos captura. 



Os gregos entendiam de beleza estrita. As imagens representadas por eles não são os seres humano mais atraentes, mas são os mais belos. Pois a beleza estrita é harmonia e ordem, não a que inflama os sentidos, mas a que acalma a alma. 


- As imagens representadas por eles não são os seres humano mais atraentes, mas são os mais belos - E há de achar ainda alguém que representavam - seres humanos - ? Suas imagens não estão representando humanos, mas conceitos, através de imagens humanas. Por isso as denomino trans simbólicas. Pois, se representar o natural seria uma forma de símbolo, usar o próprio símbolo representante para representar outra informação, no caso o ideal, seria ultrapassar o próprio símbolo. Uma forma de comunicação complexíssima, bela em função, texto, camadas de texto e sentido, a arte Helena em si é uma obra prima. A beleza estrita está ligada ao conceito puro e abstrato da ordem. Beleza estrita é uma deveniência da ordem, ela é matemática, rígida, pétrea, congelada, não se move, pois está o mais próximo que nosso entendimento percebe do perfeito, aquilo que não muda, não precisa mudar, é. Vem logo abaixo de um conceito puro, o da ordem, logo é a primeira deveniência sendo assim a mais elevada das belezas e a mais pura. 



A beleza estrita é congelada no tempo. Ela é apática, pois o ser humano que é belo estritamente está num local perfeito, pois tudo nessa forma de beleza é para representar o perfeito logo, num lugar perfeito, não existe variação drástica de sentimentos as quais promovem instabilidades, os fulgores do calor ou as pulsações de rancor, nem os amores que nos entregam ao animalismo ou a morte, ou as explosões de raiva belicosas. Nos gregos vemos que um ser humano eu se eleva, que se enobrece, que se aproxima do perfeito deve perder os extremismos de sentimentos. "Ante a uma conquista, o cálido orgulho inerte. Ante a um presente, a alegria leve em postura. Ante a uma perda, o estoicismo."




Ela é aquilo que é parado no tempo, na eternidade. Aquilo que é pacífico, que não muda. Repare que quando o movimento é representado na forma humana ele se faz quase que imóvel em si mesmo, uma contradição, imobilidade na mobilidade. Isso se deve ao que o artista queria passar. A pose do corpo representa algo relativo o contexto da estátua e exerce alguma função para passar então a mensagem, por exemplo, que tipo de Deus é representado, qual história mitológica ele está exercendo. Ou seja, podemos dizer que toda pouca humanidade que vemos nessas obras é puramente funcional, tem alguma função, pois o objetivo principal era não representa uma pessoa, mas um modelo perfeito de forma. É o humano como forma, não como gente. Assim como os modernistas do início do sec xx só punham esculturas em suas produções arquitetônicas que exercessem alguma função, os Gregos já o faziam a muito tempo. Não é uma ideia original como eles pensam, e nem a forma mais bela de se exercer tal ideia ( risos irônicos). Ao pensar que estão cometendo algum tipo de inovação genial nas artes ao postular o famoso "Forma segue a função" o que os modernistas estavam fazendo era mostrar incompetência ante a um povo muito mais antigo e muito mais desenvolvido artisticamente e filosoficamente (pois as artes não podem se desenvolver sem a filosofia que embasa sua revelação a um a uma sociedade e vice versa) que já exercia esse conceito. A forma estava nos Helenos seguindo estritamente sua função tanto na escultura como nas outras artes, e dificilmente saia dela, como podemos ver nesse caso do movimento das esculturas. Ela só sai da pose neutra de um ser humano completamente parado e rígido para mostrar uma posição que complemente a mensagem da escultura, nada além disso. 



 Ela é a beleza percebida pelos clássicos puros da era de ouro de Athenas, por isso ela se mexe muito pouco e quando se mexe é nas esculturas, e mesmo assim repare, muito sutilmente, pois o que é perfeito não precisa se mover de um ponto ao outro ( falo de forma matemática mas que pode ser entendido também de forma literal ). Nas formas ela é o ponto, pois o ponto não se move, é parado, eterno em si mesmo, o ponto que é um círculo, a representação 2d da esfera, ela que tem todos os pontos de raio equidistantes do centro, a forma geométrica escolhida por Platão para representar a divindade, pois é simetricamente perfeita em si mesma, una em seu todo. 



a beleza que não transmite nenhum sentimento, pura, clássica


Não está representado uma mulher, mas o ideal de uma mulher, uma forma. É mais filosofia que escultura. Uma civilização sem a revelação da filosofia não poderia fazer uma representação que passasse isso, pois vê-se que as civilizações ignorantes e animalizadas tem a rigidez em suas esculturas de forma abstrata e não realistas. As outras civilizações antigas como India, Pré-colombianos e outros tem uma rigidez em suas esculturas não porque querem, mas porque não conseguiram nem se quisessem esculpir algo que expressa movimento, algo que se assemelha ao que se representa, algo realista, pois para se expressar algo assim é necessário a matemática. "mas eles tinham matemática, afinal suas construções indicam que eles faziam cálculos, sua astronomia e agricultura etc..." Eles não tinham matemática, eles faziam cálculos. A matemática nasceu e floresceu com os Helenos. A matemática é a interpretação sob a luz da filosofia do que é abstrato e analisável. A matemática vem da filosofia. Somar dois mais dois não é matemática, é calculo, algo que até outras espécies de símios podem fazer. Agora interpretar as razões da forma humana em proporções metrificáveis isso é algo que apenas um povo com a luz da filosofia pode fazer. Matemática é realizar as abstrações metrificáveis dos triângulos os pondo como formadores da realidade. Teorizar a formação das coisas para o entendimento de algo além do cálculo, uma sabedoria maior, o simples e puro saber. E essa teoria não acaba por aqui, ela se prova no tempo. É tanto confirmação de que um povo precisa da base filosófica realizada em grécia para se embasar como povo evoluído, e que a as artes estão relativas a filosofia que embasa um povo, que vemos na história do próprio ocidente que todas as vezes em que se abandonou a base de filosofia Helena a qualidade de representação dos símbolos decaiu, vimos isso na era medieval, e vemos isso hoje em dia. Apesar dos meus esforços em conhecer escultores de todo o mundo, não achei um se quer que consiga esculpir com a qualidade de um mínimo copiador estudante da escola de Belas Artes de Paris em 1890. Isso porque em 50 anos se fez uma lavagem em toda a cultura do ocidente rumo a um decaimento civilizacional. Encontrei pouquíssimos escultores realistas, e nenhum que consiga esculpir algo com esse nível de complexidade. A filosofia clássica foi abandonada, e é necessário o embasamento filosófico para se chegar numa arte dessas.  
 


Não por que o escultor é um estudante de filosofia que digo isso, mas por que a filosofia será diluída em valores sociais e culturais que irão formar o escultor e logo, o jeito que o escultor vê o mundo desde criança, seus valores e sua dedicação, sua forma e sua busca de adequação. É um ritual complexo e maravilhoso





Na arquitetura a beleza estrita se faz presente na ausência de qualquer tipo de forma que não sirva para a passagem de mensagem harmoniosa do todo da obra. Como a beleza estrita é a deveniência mais próxima do campo abstrato ela apresenta nas suas representações físicas a maior proximidade de formas asbtratas na harmonia, geometria pura em todas as mensagens tanto na escultura quanto na arquitetura. 





A ornamentação da cabeça da coluna, a parte mais importante da composição de tal objeto, foi escolhida nessa época de oura da Grécia a forma de duas espirais perfeitamente simétricas unidas por parcelas alinhadas. A espiral é o símbolo abstrato matemático presente nas mais diversas formas no universo, em coisas vivas ou inanimadas, ela é a órbita das galáxias traçada no tempo até sua colisão no ponto de energia central, dos planetas até de suas estrelas centrais, ou seja, ela é um gráfico, um gráfico na forma de escultura de arquitetura. É também representante do ponto de origem que se desenrola em manifestação espiralada, um conceito puro e filosófico. Obviamente o artista que desenvolveu essa forma e talvez arrisco dizer até muitos, se não todos, de seus contemporâneos não sabiam disso, dessas informações de forma concreta. A forma se manifestou no povo pela compreensão da filosofia na cultura, que seria não a busca de um saber em si em si como os egípcios faziam, mas de todos os saberes submetidos ao princípio humano, a manifestação da teleologia a luz da aritmética, a integração de símbolo (físico) e conceito (racional abstrato).  Foi a coluna com o capital Jônico que os Helenos da época de ouro usavam para ornamentar seus prédios de maior importância, galáxias em suas portas. 



Vejam as formas na arquitetura. Nada de seres vivos como símbolos, apenas formas geométricas que são símbolos da matemática, da lógica pura, transcritos no mundo material através dos cálculos e da filosofia







A beleza estrita é ausente de sentido pois o sentido é em si mesma como representante da realidade acima da sua nos símbolos físicos usados para representa-la. 





Ainda falando da arquitetura dos Helenos, acima do conjunto de colunas principal da fachada estava localizado o símbolo mais importante do prédio, eles escolheram o triângulo como forma principal do prédio, mas diferente da pirâmide( que da perspectiva de um observador na frente da fachada dela seria um triangulo também ) ele não toca o chão indicando uma reverência pela por essa forma, denotando sua importância, já que através da filosofia matemática se teorizada como sendo a forma geométrica formadora da realidade, a mais nobre e a mais importante. Para pitágoras, e toda a sociedade que foi influenciada por sua filosofia, a realidade abstrata era dividida em diversos triângulos menores que compunham tudo


Repare nessa escultura, por exemplo. Apesar de apresentar feições apáticas como as esculturas gregas ela não tem beleza, a beleza estrita. Por que? Porque o símbolo que está sendo representado, a forma desse homem alado, não é um símbolo de um homem em estado perfeito. Sua idade aparente ter passado da juventude e estar adentrando a uma maturidade. Se ele está em processo de envelhecimento indica que ele está indo rumo a morte, e morte não existe numa realidade perfeita. suas costelas aparecem indicando ausência de alimentação adequada. Seus membros são finos e fracos indicando falta de uso do seu corpo, preguiça, ausência de Dynamis. Logo mesmo que a ideia do artista seja, num exemplo, representar um ideal perfeito, ele escolheu o símbolo errado, o homem passa a mensagem de várias coisas que fogem da perfeição. A ideia do artista se esse fosse o caso do exemplo estaria correta para o tipo de arte que se propunha ter uma beleza ideal, uma beleza estrita verdadeira. O material que o artista escolheu também, vamos supor que fosse ouro puro, apesar de sabermos quer não o é, ele é o material perfeito para tal tipo de representação de beleza, já que é o mais nobre dos metais. O primeiro ponto do processo estaria adequado, o ideal. O terceiro também, o material de escolha. Já o segundo, o símbolo representante, estaria inadequado à esse tipo de arte.  





A escultura do homem fraco dourado era uma paráfrase de Mercúrio Hermes, o Deus da inovação progressiva, ou seja, de tudo que vem do alto, das dimensões mais elevadas, e descem a terra. Mas numa ênfase de transmitir o espírito do seu tempo o artista escolheu representar o mesmo ideal simbólico, o homem alado ( que era chamado em Roma como Mercúrio) segurando um cabo de eletricidade, indicando que a inovação do ideal símbolo "Homem que desce do alto " estaria sendo trazido pela inovação eletrônica. Uma bela ideia de representação, se não fosse pela infeliz representação simbólica de algo completamente não ideal. 
Aqui acima vemos Mercúrio Hermes representado como era pelos Romanos, que seria uma beleza ja mais deveniada que a primeira, a Beleza estrita, a qual poderia chamar de beleza fogosa ou florescente, pois é uma beleza que já se distanciando um pouco mais do abstrato puro, já se misturou mais com o físico, e assim tem partes harmônicas tanto do material quanto do abstrato. Ela representa a vida em movimento já decorrente, a glória em sua pujança, a Dynamis ocorrendo aos nosso olhos, a beleza não como algo estático como na beleza estrita, mas a beleza no próprio processo em si, como num gráfico de física se diz que o corpo iniciou sua trajetória, a percorreu e a parou. a beleza fogosa está no processo, ocorrendo, ela está no movimento como uma chama, por isso chamo de beleza fogosa, em alusão ao fogo, que é belo, luminoso, quente, em seu próprio oscilar. Ou beleza florescente, que faz uma alusão a beleza da flor, que está no processo de floração desde que o botão se forma, vai se abrindo, abre completamente, ganha cores fortes progressivamente, se volta para trás e então finda. É a beleza em movimento. Se a beleza estrita é um ponto circular, perfeito em si mesmo parado no tempo, a beleza fogosa é esse ponto iniciando a trajetória numa linha percorrendo o gráfico, a beleza estrita é matemática, a beleza florescente é física. 







repare como na beleza estrita tudo indica eternidade, paz, calidez, perfeição. 


Aqui Mercúrio Hermes como ideal-símbolo de progresso humano trazido do alto sendo representado pela beleza alta, a beleza estrita, verdadeira, reparem como a figura é extremamente realista apesar disso parece não realizar movimento algum mesmo estando com o braço e a perna flexionados, como pode isso? Indicar ausência de movimento estando com os membros flexionados? O que está por detrás da estátua, oque o artista representou no símbolo do corpo de um garoto?



Aqui seria uma beleza intermediária entre as duas fases, uma forma de transição




Aqui vemos Mercúrio Hermes representado na beleza fogosa. Vejam como ela é totalmente diferente da beleza verdadeira, apesar de ter apenas algo em comum: é beleza. E é beleza não porque as figuras são representadas de forma realista, afinal como vimos na escultura do homem dourado representando a inovação, realismo não é sinônimo de beleza. Beleza é uma função de diversos aspectos de uma forma que quando se juntam conluiam em si mesmos uma projeção harmônica em todas as direções e todos os sentidos, as partes falam com o todo, e apontam para o alto. Na figura do homem dourado a beleza está ausente pois apesar de ter técnica para representar as figuras numa linguagem verdadeira plena ( o realismo técnico) ele representa o símbolo em condições de degenerescência, algo presente apenas nas esferas mais baixas de dimensões existenciais. Aqui no Hermes da estação central vemos todas as partes do todo agindo para a formação de uma mensagem e de um símbolo, apontando ! representando ! uma realidade maior, acima da nossa, uma figura que não envelhece, que tem poder sobre a natureza, que é sabio, entretanto diferente da Beleza estrita a Beleza florescente representa um ideal abaixo desta, menor, o ideal que está um pouco mais entranhado no físico material, logo o máximo que essa forma de beleza pode representar é uma existência perfeita no próprio mundo, não a transcendência deste para um outro plano de percepções, apenas a transcendência da condição mais baixa humana para outra mais elevada, mais próxima do perfeito, da inteligência suprema, e logo de suas deveniências, da harmonia, da ordem, do poder, da beleza, da justiça, do amor, da bondade, da força etc... entretanto não de uma forma tão próxima quanto a beleza verdadeira, a primeira, a primogênita, pode manifestar. 


Nada mais florescente que o sorriso, a alegria, a frivolidade, a beleza aliada ao sentimento é uma forma diferente de beleza. A beleza florescente ainda é beleza, pois ainda tem Deus, o puro mundo espiritual, entretanto tem uma parcela de mundo material maior, se a beleza verdadeira tem em média 80/20 a beleza florescente tem em média 50/50

Repare que na arquitetura existe um outro tipo de beleza existindo aqui. Ela não representa mais formas puras geométricas abstratas em evidência, mas uma comunhão de formas geométricas puras e formas naturais de plantas e animais as adornando. Esse tipo de beleza é então a comunhão do mundo espiritual com o mundo material, o mundo abstrato de pensamento puro na eternidade com o mundo da manifestação, do movimento, aonde as coisas crescem, florescem, mas vivem eternamente. Nada morto é representado nas artes que manifestam a beleza fogosa, pois ela é uma segunda deveniência do plano puro, e ainda não existe morte nem degenerescência ai, existe matéria e espírito convivendo em plena harmonia, as coisas abstratas e as coisas materiais em perfeita fase, o éden, uma perfeição de existência ainda no mundo, aonde o ser humano foi feito para viver. 



Essa fase da beleza mais diluída é diferente da beleza estrita pois ela alude a tudo que existe na terra, mas tudo que existe de bom. Existe uma multiplicidade de seres vivendo em harmonia as pujanças de se viver no jardim de Deus, a dimensão aonde a matéria e o espírito se encontram perfeitamente e existe harmonia. Nas artes vemos que é uma beleza que representa sentimento, ação, tempo, trasncorrência, muito claramente. As plantas para estarem ali tiveram que "crescer" em vinhas, o anjo para estar com o braço estendido teve de levantar o braço, prometheus para erguer a chama teve de ter uma atitude heroica e enfrentar os Deuses, ele teve de ter uma ação clara. Se fosse num mundo ideal a ação nem precisaria ter ocorrido, Prometheus já se encontraria feliz em eternidade. Essa beleza alude a temporalidade, ela é a primeira inserção de tempo na deveniência Divina da Beleza, a segunda fase de sua manifestação no nosso mundo








É uma beleza cheia, tudo nela é cheio, é o jardim do éden em pleno funcionamento, cheio de flores, frutos, animais e humanos plenos em felicidade





apesar de ter uma aparência Grega não devemos nos deixar levar por povos ou culturas, mas por beleza de forma teórica e asbtrata. Essas cariátides tem em si representada a beleza fogosa, pois mesmo com pouco movimento é um movimento desnecessário, a cabeça de um não precisava estar virada para a esquerda, e a outra não precisava estar segurando o capital da coluna com os braços todos abertos e movimentados. Essa escultura alude !simboliza! vontade, como se a mulher símbolo estivesse com vontades, "viva" trasncorrendo no tempo, não "movida" mas se movendo por frivolidade de desejo, muita humanidade nessa obra, logo a fase da beleza a que ela alude é a fase já mais deveniada !mais diluída! a fase da beleza florescente 



E essas duas imagens? Qual grau da beleza filosófica elas se encontram? A primeira representa Luthien no bosque, apesar de pouco, tem um movimento que nunca teria num mundo perfeito, surpresa. A mulher está se surpreendendo com algo mesmo que de forma sutil. Logo apesar de outros indicativos de perfeição como a juventude, a saúde, as flores (harmonia com os outros seres da criação) as cores calmas, ainda assim essa obra indica uma fusão de perfeição com materialidade, logo é uma beleza florescente.


Já essa obra de Earendil navegando em direção a Valinor, o que diriam? Ela é uma beleza diferente da primeira. Apesar de ter todas as características que a primeira obra tem, juventude, harmonia, saude, cores pacíficas, ela tem algo que a difere. O símbolo, o homem, apesar de estar navegando em alta velocidade, com o navio balançando em alto mar, está resoluto, altivo, eterno, suas emoções são como um lago que não pode ser agitado. A mesma coisa do símbolo da mulher acima dele. Esses símbolos estão representando uma beleza que alude a outro mundo, uma beleza de eternidade, seus movimentos apesar de representativos são "estáticos" não passam emoção. É uma beleza pura, beleza estrita. 


Já esses dois símbolos, ambos são iguais, duas mulheres do período clássico, entretanto as duas belezas são diferentes. Uma mostra duas mulheres normais, cotidianas, não o afazer em si, mas suas personalidades. O outro de cima mostra duas mulheres com objetos de afazeres também, mas suas feições passam a seriedade e a profundidade de alguém que já se aproximou dos altos níveis. O critério de diferenciação de uma Beleza estrita para uma Beleza menor é que as obras que contém Beleza estrita sempre querem passar algo além do ocorrido na obra em si no primeiro plano. Já as obras com belezas menores apenas representam aquilo ali em primeiro plano e nada mais. Além disso há de se levar em conta também para dizer o segundo plano representado a posição do corpo, o nível de complexidade de formas, as ações que estão ocorrendo. 


O primeiro povo a deveniar, ou seja, "diluir" a Beleza verdadeira pura foram os Romanos. Tiveram como influência cultural a Magna Graecia enquanto existia a supremacia da Héllade. Depois começaram  a representar tudo de acordo com sua cultura e com suas filosofias, que diferente das filosofias dos gregos não focava tanto em Metafísica e física mas sim em humanidade e fins sociais. Logo eles foram degenerando a beleza, a trazendo mais para fora do campo racional para o campo do irracional 


Escolheu então esse povo para a "cabeça" da sua coluna uma criação única. As espirais continuavam ali, mas menores, não ocupando tanto a proporção do todo, foram para os cantos, em seu meio o capital foi incorporado com folhas da planta Acanthus. Meio natural meio racional. Metade asbtrato metade físico. Os Romanos foram os iniciadores da fase da Beleza fogosa, ou florescente.



Os Romanos, um povo mais animalizado que os gregos, não eram tão sábios nem tão abstratos quanto o povo da sabedoria. Logo pegaram as técnicas deles sem aproveitas os conceitos. Adoravam representar o natural em tudo, nos festivais enfeitavam suas casas com folhas em guirlandas o que depois deu origem as esculturas de folhas e plantas na arquitetura deles 




Repare que as esculturas que tem beleza fogosa são vivas, apesar de perfeitas em forma. Ela representa a figura humana. Eles tem sentimentos, tem humanidade. Não são um conceito na forma de um humano, são pessoas sentindo ..








Já a Beleza estrita é representada na figura humana deixando-a lógica, matemática, divina.




Ela usa a figura humana, como poderia usar qualquer coisa, para se representar, representar o perfeito, como se por um segundo ele que é abstrato, invisível e incorpóreo pudesse ganhar corpo e ficar visível, se ele pudesse por apenas um segundo na sua eternidade então .... ele duraria nesse um segundo de sua eternidade o tanto que uma rocha demora para perder a forma da beleza superior pura e lógica impressa em si










Methaphysica Espírita

  Você disse: a questão é; o mundo é imperfeito. 1- essa imperfeição vem da corrupção da ideia de perfeição ou seja um decaimento; ou faz pa...