A beleza estrita é ausente de sentido pois o sentido é em si mesma como representante da realidade acima da sua nos símbolos físicos usados para representa-la. O perfeito, ou ideal, (dependendo de como usamos esse termo, mas afinal todo termo hoje tem diversos possíveis significados, a última vez que se uniu os conceitos dos termos linguísticos foi no dezesseis da França. Tem uns trezentos anos que cada povo vai falando do seu jeito sem regra, e cem de liberdade total. Só nisso virou essa bagunça de sentidos linguísticos) Mas como dizia, o ideal é representando em um símbolo e ai depois em um material. Repare que o que é representado na beleza estrita não é o símbolo em si mas o ideal através desse símbolo material, dessa forma, dessa coisa no material escolhido que pode ser tinta, pedra, som e muito mais.
ideal - símbolo - material
O ideal seria um conceito abstrato, como uma proporção matemática, o símbolo seria por exemplo o organismo humano, o material o mármore.
Logo o artista demonstra no material o abstrato, não representa o ser humano "real" que seria o que vemos aqui no mundo, mas ele transcrito a um ideal, a uma proporção.
Porque a estética é a mãe de todas as nobres filosofias e ciências? Sagrada é a forma e a forma é o sagrado
pois forma não é imagem como pensam, forma existe até no invisível, pois até o pensamento precisa de uma forma, forma nada mais é que um modelo, uma progressão de informações, de códigos. E a estética, o bom agrupar desses códigos, é a mais digna de reverência para um ser existente
Pois quando olhamos para algo um ser belo, de quaisquer espécie, estamos olhando para os átomos invisíveis que se organizaram em moléculas, que se organizaram em macromoléculas, que se organizaram em células, que se organizaram em tecidos, que se organizaram em órgãos, que se organizaram num corpo para enfim dar naquele ser que olhamos, que captamos com nossos sentidos. Pense na complexidade que existe dentro de todos esses sistemas. Tudo para no final formar o que deveria ser formado, o ser belo em plena existência, simétrico, harmônico, pujante de vida, o modelo, o sentido, o original, o divino.


parei de me importar com gostos. O gosto não se está sendo julgado aqui, nem os meus nem os seus nem os nossos nem os de ninguém. Cheguei a conclusão que beleza é ordem.
Quando analisamos um princípio devemos nos livrar de qualquer gosto pessoal sobre o que diz respeito ao belo, pois o que nos diz respeito pessoalmente está ligado a todas as coisas que vivemos, principalmente na infância e nos momentos em que estávamos mais vulneráveis psicologicamente. Tem haver com constructos culturais, das pessoas que nos cercaram, das influências estéticas as quais estivemos submetuidos. São muitas variáveis numa equação desnecessária em seu resultado, pois ninguém se preocupa com o que achamos pessoalmente. E até nós mesmo deveríamos esconder o que achamos dos outros e apenas revelar em nosso coração, nos momentos mais secretos de pessoalidade, raros, escassos, pois é assim que deve ser, é o natural, o pessoal deve estar submetido ao total, não com opressões e mandatos, mas de forma leve e consequente, como alguém que sabe estar em casa e estar fora de casa. Aqui então não é tratado, como em nenhuma outra análise minha, sobre gostos pessoais caro leitos, muito pelo contrário, meu costume é justamente largar sem pensar meu gostos pessoais os trocando por princípios naturais assim que os analiso plenamente, minha vida tem sido isso, largar o eu construído por outras pessoas sob mim para um eu feito de partes congruentes ao todo universal, um eu humano completo, adequado, quase ouso dizer divino em ironia formal. A análise é um processo sagrado, nela devemos nos livrar de qualquer roupa que usamos lá fora, nos tornar vazios, e assim podemos perceber o universo, analisar, chegar na verdadeira forma, forma que víamos turva e agora vemos verdadeira, justa e bela.
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Quando olhamos um ser humano belo estamos olhando a mais magnífica forma existente no universo pois é dela que existe a maior complexidade conceitual ( de sentido de existência, afinal não há dúvidas que o indivíduo humano em pleno potencial é o ser mais complexo conhecido até hoje) dentro da maior complexidade material ( o corpo, um agrupado de átomos em complexidade de formas e isometrias moleculares enorme) os organismos biológicos são, se comparados com os outros compostos da natureza por todo universo os agrupados mais complexos conhecidos. Logo um ser humano, um ente de razão, intelecção, contemplação, meditação e abstração, dentro de um organismo biológico, é o ser mais maravilhoso que existe em toda a multiplicidade de formas desse magnífico universo criado.
Beleza é entendido na nossa sociedade caída em intelecto como o que achamos atraente relativo a cada área pessoal de nossas vidas, entretanto revelo aqui a quem quiser receber um novo tipo de beleza, já que o termo já foi corrompido pela sociedade, uma nova beleza, ou uma ressignificação do mesmo termo que teria que ser feita. O que achamos atraente em cada área pessoal ( á nas formas atratividades para cada área como imãs. Há as formas estéticas que são mais adequadas - atraídas - as áreas religiosas, outras as áreas eróticas, outras as áreas educacionais, outas as de amizade etc...) é algo relativo e criado por ramificações a verdade, não vem diretamente da verdade, nem necessariamente pode simbolizar algo da verdade. Mas há a verdadeira beleza, ou posso chamar de beleza estrita, que é aquela vinda diretamente de um conceito, ela vem de fora de nosso ser e o adequa por dentro, diferente das belezas pessoais atraentes a cada um, elas já estão dentro de nós quando criamos consciência após a infância e os objetos de desejo relativos a essa beleza menos que são capturados em nossas vidas mediante a atração que temos e ao poder de atrair o que queremos esteticamente. Já a beleza estrita ela precisa ser aceita como beleza pelo humano em modo original, para então se aceita, se entendida, adentrar ao ser e então mudá-lo por dentro. Digo então que a beleza menor vem de nós e captura os objetos, já a beleza estrita vem de fora e nos captura.
Os gregos entendiam de beleza estrita. As imagens representadas por eles não são os seres humano mais atraentes, mas são os mais belos. Pois a beleza estrita é harmonia e ordem, não a que inflama os sentidos, mas a que acalma a alma.

- As imagens representadas por eles não são os seres humano mais atraentes, mas são os mais belos - E há de achar ainda alguém que representavam - seres humanos - ? Suas imagens não estão representando humanos, mas conceitos, através de imagens humanas. Por isso as denomino trans simbólicas. Pois, se representar o natural seria uma forma de símbolo, usar o próprio símbolo representante para representar outra informação, no caso o ideal, seria ultrapassar o próprio símbolo. Uma forma de comunicação complexíssima, bela em função, texto, camadas de texto e sentido, a arte Helena em si é uma obra prima. A beleza estrita está ligada ao conceito puro e abstrato da ordem. Beleza estrita é uma deveniência da ordem, ela é matemática, rígida, pétrea, congelada, não se move, pois está o mais próximo que nosso entendimento percebe do perfeito, aquilo que não muda, não precisa mudar, é. Vem logo abaixo de um conceito puro, o da ordem, logo é a primeira deveniência sendo assim a mais elevada das belezas e a mais pura.

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A beleza estrita é congelada no tempo. Ela é apática, pois o ser humano que é belo estritamente está num local perfeito, pois tudo nessa forma de beleza é para representar o perfeito logo, num lugar perfeito, não existe variação drástica de sentimentos as quais promovem instabilidades, os fulgores do calor ou as pulsações de rancor, nem os amores que nos entregam ao animalismo ou a morte, ou as explosões de raiva belicosas. Nos gregos vemos que um ser humano eu se eleva, que se enobrece, que se aproxima do perfeito deve perder os extremismos de sentimentos. "Ante a uma conquista, o cálido orgulho inerte. Ante a um presente, a alegria leve em postura. Ante a uma perda, o estoicismo."
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Ela é aquilo que é parado no tempo, na eternidade. Aquilo que é pacífico, que não muda. Repare que quando o movimento é representado na forma humana ele se faz quase que imóvel em si mesmo, uma contradição, imobilidade na mobilidade. Isso se deve ao que o artista queria passar. A pose do corpo representa algo relativo o contexto da estátua e exerce alguma função para passar então a mensagem, por exemplo, que tipo de Deus é representado, qual história mitológica ele está exercendo. Ou seja, podemos dizer que toda pouca humanidade que vemos nessas obras é puramente funcional, tem alguma função, pois o objetivo principal era não representa uma pessoa, mas um modelo perfeito de forma. É o humano como forma, não como gente. Assim como os modernistas do início do sec xx só punham esculturas em suas produções arquitetônicas que exercessem alguma função, os Gregos já o faziam a muito tempo. Não é uma ideia original como eles pensam, e nem a forma mais bela de se exercer tal ideia ( risos irônicos). Ao pensar que estão cometendo algum tipo de inovação genial nas artes ao postular o famoso "Forma segue a função" o que os modernistas estavam fazendo era mostrar incompetência ante a um povo muito mais antigo e muito mais desenvolvido artisticamente e filosoficamente (pois as artes não podem se desenvolver sem a filosofia que embasa sua revelação a um a uma sociedade e vice versa) que já exercia esse conceito. A forma estava nos Helenos seguindo estritamente sua função tanto na escultura como nas outras artes, e dificilmente saia dela, como podemos ver nesse caso do movimento das esculturas. Ela só sai da pose neutra de um ser humano completamente parado e rígido para mostrar uma posição que complemente a mensagem da escultura, nada além disso.
Ela é a beleza percebida pelos clássicos puros da era de ouro de Athenas, por isso ela se mexe muito pouco e quando se mexe é nas esculturas, e mesmo assim repare, muito sutilmente, pois o que é perfeito não precisa se mover de um ponto ao outro ( falo de forma matemática mas que pode ser entendido também de forma literal ). Nas formas ela é o ponto, pois o ponto não se move, é parado, eterno em si mesmo, o ponto que é um círculo, a representação 2d da esfera, ela que tem todos os pontos de raio equidistantes do centro, a forma geométrica escolhida por Platão para representar a divindade, pois é simetricamente perfeita em si mesma, una em seu todo.
a beleza que não transmite nenhum sentimento, pura, clássica
Não está representado uma mulher, mas o ideal de uma mulher, uma forma. É mais filosofia que escultura. Uma civilização sem a revelação da filosofia não poderia fazer uma representação que passasse isso, pois vê-se que as civilizações ignorantes e animalizadas tem a rigidez em suas esculturas de forma abstrata e não realistas. As outras civilizações antigas como India, Pré-colombianos e outros tem uma rigidez em suas esculturas não porque querem, mas porque não conseguiram
nem se quisessem esculpir algo que expressa movimento, algo que se assemelha ao que se representa, algo realista, pois para se expressar algo assim é necessário a matemática. "mas eles tinham matemática, afinal suas construções indicam que eles faziam cálculos, sua astronomia e agricultura etc..." Eles não tinham matemática, eles faziam cálculos. A matemática nasceu e floresceu com os Helenos. A matemática é a interpretação sob a luz da filosofia do que é abstrato e analisável. A matemática vem da filosofia. Somar dois mais dois não é matemática, é calculo, algo que até outras espécies de símios podem fazer. Agora interpretar as razões da forma humana em proporções metrificáveis isso é algo que apenas um povo com a luz da filosofia pode fazer. Matemática é realizar as abstrações metrificáveis dos triângulos os pondo como formadores da realidade. Teorizar a formação das coisas para o entendimento de algo além do cálculo, uma sabedoria maior, o simples e puro saber. E essa teoria não acaba por aqui, ela se prova no tempo. É tanto confirmação de que um povo precisa da base filosófica realizada em grécia para se embasar como povo evoluído, e que a as artes estão relativas a filosofia que embasa um povo, que vemos na história do próprio ocidente que todas as vezes em que se abandonou a base de filosofia Helena a qualidade de representação dos símbolos decaiu, vimos isso na era medieval, e vemos isso hoje em dia. Apesar dos meus esforços em conhecer escultores de todo o mundo, não achei um se quer que consiga esculpir com a qualidade de um mínimo copiador estudante da escola de Belas Artes de Paris em 1890. Isso porque em 50 anos se fez uma lavagem em toda a cultura do ocidente rumo a um decaimento civilizacional. Encontrei pouquíssimos escultores realistas, e nenhum que consiga esculpir algo com esse nível de complexidade. A filosofia clássica foi abandonada, e é necessário o embasamento filosófico para se chegar numa arte dessas.
Não por que o escultor é um estudante de filosofia que digo isso, mas por que a filosofia será diluída em valores sociais e culturais que irão formar o escultor e logo, o jeito que o escultor vê o mundo desde criança, seus valores e sua dedicação, sua forma e sua busca de adequação. É um ritual complexo e maravilhoso
Na arquitetura a beleza estrita se faz presente na ausência de qualquer tipo de forma que não sirva para a passagem de mensagem harmoniosa do todo da obra. Como a beleza estrita é a deveniência mais próxima do campo abstrato ela apresenta nas suas representações físicas a maior proximidade de formas asbtratas na harmonia, geometria pura em todas as mensagens tanto na escultura quanto na arquitetura.




A ornamentação da cabeça da coluna, a parte mais importante da composição de tal objeto, foi escolhida nessa época de oura da Grécia a forma de duas espirais perfeitamente simétricas unidas por parcelas alinhadas. A espiral é o símbolo abstrato matemático presente nas mais diversas formas no universo, em coisas vivas ou inanimadas, ela é a órbita das galáxias traçada no tempo até sua colisão no ponto de energia central, dos planetas até de suas estrelas centrais, ou seja, ela é um gráfico, um gráfico na forma de escultura de arquitetura. É também representante do ponto de origem que se desenrola em manifestação espiralada, um conceito puro e filosófico. Obviamente o artista que desenvolveu essa forma e talvez arrisco dizer até muitos, se não todos, de seus contemporâneos não sabiam disso, dessas informações de forma concreta. A forma se manifestou no povo pela compreensão da filosofia na cultura, que seria não a busca de um saber em si em si como os egípcios faziam, mas de todos os saberes submetidos ao princípio humano, a manifestação da teleologia a luz da aritmética, a integração de símbolo (físico) e conceito (racional abstrato). Foi a coluna com o capital Jônico que os Helenos da época de ouro usavam para ornamentar seus prédios de maior importância, galáxias em suas portas.

Vejam as formas na arquitetura. Nada de seres vivos como símbolos, apenas formas geométricas que são símbolos da matemática, da lógica pura, transcritos no mundo material através dos cálculos e da filosofia
A beleza estrita é ausente de sentido pois o sentido é em si mesma como representante da realidade acima da sua nos símbolos físicos usados para representa-la.
Ainda falando da arquitetura dos Helenos, acima do conjunto de colunas principal da fachada estava localizado o símbolo mais importante do prédio, eles escolheram o triângulo como forma principal do prédio, mas diferente da pirâmide( que da perspectiva de um observador na frente da fachada dela seria um triangulo também ) ele não toca o chão indicando uma reverência pela por essa forma, denotando sua importância, já que através da filosofia matemática se teorizada como sendo a forma geométrica formadora da realidade, a mais nobre e a mais importante. Para pitágoras, e toda a sociedade que foi influenciada por sua filosofia, a realidade abstrata era dividida em diversos triângulos menores que compunham tudo
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Repare nessa escultura, por exemplo. Apesar de apresentar feições apáticas como as esculturas gregas ela não tem beleza, a beleza estrita. Por que? Porque o símbolo que está sendo representado, a forma desse homem alado, não é um símbolo de um homem em estado perfeito. Sua idade aparente ter passado da juventude e estar adentrando a uma maturidade. Se ele está em processo de envelhecimento indica que ele está indo rumo a morte, e morte não existe numa realidade perfeita. suas costelas aparecem indicando ausência de alimentação adequada. Seus membros são finos e fracos indicando falta de uso do seu corpo, preguiça, ausência de Dynamis. Logo mesmo que a ideia do artista seja, num exemplo, representar um ideal perfeito, ele escolheu o símbolo errado, o homem passa a mensagem de várias coisas que fogem da perfeição. A ideia do artista se esse fosse o caso do exemplo estaria correta para o tipo de arte que se propunha ter uma beleza ideal, uma beleza estrita verdadeira. O material que o artista escolheu também, vamos supor que fosse ouro puro, apesar de sabermos quer não o é, ele é o material perfeito para tal tipo de representação de beleza, já que é o mais nobre dos metais. O primeiro ponto do processo estaria adequado, o ideal. O terceiro também, o material de escolha. Já o segundo, o símbolo representante, estaria inadequado à esse tipo de arte.

A escultura do homem fraco dourado era uma paráfrase de Mercúrio Hermes, o Deus da inovação progressiva, ou seja, de tudo que vem do alto, das dimensões mais elevadas, e descem a terra. Mas numa ênfase de transmitir o espírito do seu tempo o artista escolheu representar o mesmo ideal simbólico, o homem alado ( que era chamado em Roma como Mercúrio) segurando um cabo de eletricidade, indicando que a inovação do ideal símbolo "Homem que desce do alto " estaria sendo trazido pela inovação eletrônica. Uma bela ideia de representação, se não fosse pela infeliz representação simbólica de algo completamente não ideal.
Aqui acima vemos Mercúrio Hermes representado como era pelos Romanos, que seria uma beleza ja mais deveniada que a primeira, a Beleza estrita, a qual poderia chamar de beleza fogosa ou florescente, pois é uma beleza que já se distanciando um pouco mais do abstrato puro, já se misturou mais com o físico, e assim tem partes harmônicas tanto do material quanto do abstrato. Ela representa a vida em movimento já decorrente, a glória em sua pujança, a Dynamis ocorrendo aos nosso olhos, a beleza não como algo estático como na beleza estrita, mas a beleza no próprio processo em si, como num gráfico de física se diz que o corpo iniciou sua trajetória, a percorreu e a parou. a beleza fogosa está no processo, ocorrendo, ela está no movimento como uma chama, por isso chamo de beleza fogosa, em alusão ao fogo, que é belo, luminoso, quente, em seu próprio oscilar. Ou beleza florescente, que faz uma alusão a beleza da flor, que está no processo de floração desde que o botão se forma, vai se abrindo, abre completamente, ganha cores fortes progressivamente, se volta para trás e então finda. É a beleza em movimento. Se a beleza estrita é um ponto circular, perfeito em si mesmo parado no tempo, a beleza fogosa é esse ponto iniciando a trajetória numa linha percorrendo o gráfico, a beleza estrita é matemática, a beleza florescente é física.
repare como na beleza estrita tudo indica eternidade, paz, calidez, perfeição.
Aqui Mercúrio Hermes como ideal-símbolo de progresso humano trazido do alto sendo representado pela beleza alta, a beleza estrita, verdadeira, reparem como a figura é extremamente realista apesar disso parece não realizar movimento algum mesmo estando com o braço e a perna flexionados, como pode isso? Indicar ausência de movimento estando com os membros flexionados? O que está por detrás da estátua, oque o artista representou no símbolo do corpo de um garoto?
Aqui seria uma beleza intermediária entre as duas fases, uma forma de transição
Aqui vemos Mercúrio Hermes representado na beleza fogosa. Vejam como ela é totalmente diferente da beleza verdadeira, apesar de ter apenas algo em comum: é beleza. E é beleza não porque as figuras são representadas de forma realista, afinal como vimos na escultura do homem dourado representando a inovação, realismo não é sinônimo de beleza. Beleza é uma função de diversos aspectos de uma forma que quando se juntam conluiam em si mesmos uma projeção harmônica em todas as direções e todos os sentidos, as partes falam com o todo, e apontam para o alto. Na figura do homem dourado a beleza está ausente pois apesar de ter técnica para representar as figuras numa linguagem verdadeira plena ( o realismo técnico) ele representa o símbolo em condições de degenerescência, algo presente apenas nas esferas mais baixas de dimensões existenciais. Aqui no Hermes da estação central vemos todas as partes do todo agindo para a formação de uma mensagem e de um símbolo, apontando ! representando ! uma realidade maior, acima da nossa, uma figura que não envelhece, que tem poder sobre a natureza, que é sabio, entretanto diferente da Beleza estrita a Beleza florescente representa um ideal abaixo desta, menor, o ideal que está um pouco mais entranhado no físico material, logo o máximo que essa forma de beleza pode representar é uma existência perfeita no próprio mundo, não a transcendência deste para um outro plano de percepções, apenas a transcendência da condição mais baixa humana para outra mais elevada, mais próxima do perfeito, da inteligência suprema, e logo de suas deveniências, da harmonia, da ordem, do poder, da beleza, da justiça, do amor, da bondade, da força etc... entretanto não de uma forma tão próxima quanto a beleza verdadeira, a primeira, a primogênita, pode manifestar.

Nada mais florescente que o sorriso, a alegria, a frivolidade, a beleza aliada ao sentimento é uma forma diferente de beleza. A beleza florescente ainda é beleza, pois ainda tem Deus, o puro mundo espiritual, entretanto tem uma parcela de mundo material maior, se a beleza verdadeira tem em média 80/20 a beleza florescente tem em média 50/50
Repare que na arquitetura existe um outro tipo de beleza existindo aqui. Ela não representa mais formas puras geométricas abstratas em evidência, mas uma comunhão de formas geométricas puras e formas naturais de plantas e animais as adornando. Esse tipo de beleza é então a comunhão do mundo espiritual com o mundo material, o mundo abstrato de pensamento puro na eternidade com o mundo da manifestação, do movimento, aonde as coisas crescem, florescem, mas vivem
eternamente. Nada morto é representado nas artes que manifestam a beleza fogosa, pois ela é uma segunda deveniência do plano puro, e ainda não existe morte nem degenerescência ai, existe matéria e espírito convivendo em plena harmonia, as coisas abstratas e as coisas materiais em perfeita fase, o éden, uma perfeição de existência ainda no mundo, aonde o ser humano foi feito para viver.
Essa fase da beleza mais diluída é diferente da beleza estrita pois ela alude a tudo que existe na terra, mas tudo que existe de bom. Existe uma multiplicidade de seres vivendo em harmonia as pujanças de se viver no jardim de Deus, a dimensão aonde a matéria e o espírito se encontram perfeitamente e existe harmonia. Nas artes vemos que é uma beleza que representa sentimento, ação, tempo, trasncorrência, muito claramente. As plantas para estarem ali tiveram que "crescer" em vinhas, o anjo para estar com o braço estendido teve de levantar o braço, prometheus para erguer a chama teve de ter uma atitude heroica e enfrentar os Deuses, ele teve de ter uma ação clara. Se fosse num mundo ideal a ação nem precisaria ter ocorrido, Prometheus já se encontraria feliz em eternidade. Essa beleza alude a temporalidade, ela é a primeira inserção de tempo na deveniência Divina da Beleza, a segunda fase de sua manifestação no nosso mundo

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É uma beleza cheia, tudo nela é cheio, é o jardim do éden em pleno funcionamento, cheio de flores, frutos, animais e humanos plenos em felicidade
apesar de ter uma aparência Grega não devemos nos deixar levar por povos ou culturas, mas por beleza de forma teórica e asbtrata. Essas cariátides tem em si representada a beleza fogosa, pois mesmo com pouco movimento é um movimento desnecessário, a cabeça de um não precisava estar virada para a esquerda, e a outra não precisava estar segurando o capital da coluna com os braços todos abertos e movimentados. Essa escultura alude !simboliza! vontade, como se a mulher símbolo estivesse com vontades, "viva" trasncorrendo no tempo, não "movida" mas se movendo por frivolidade de desejo, muita humanidade nessa obra, logo a fase da beleza a que ela alude é a fase já mais deveniada !mais diluída! a fase da beleza florescente
E essas duas imagens? Qual grau da beleza filosófica elas se encontram? A primeira representa Luthien no bosque, apesar de pouco, tem um movimento que nunca teria num mundo perfeito, surpresa. A mulher está se surpreendendo com algo mesmo que de forma sutil. Logo apesar de outros indicativos de perfeição como a juventude, a saúde, as flores (harmonia com os outros seres da criação) as cores calmas, ainda assim essa obra indica uma fusão de perfeição com materialidade, logo é uma beleza florescente.
Já essa obra de Earendil navegando em direção a Valinor, o que diriam? Ela é uma beleza diferente da primeira. Apesar de ter todas as características que a primeira obra tem, juventude, harmonia, saude, cores pacíficas, ela tem algo que a difere. O símbolo, o homem, apesar de estar navegando em alta velocidade, com o navio balançando em alto mar, está resoluto, altivo, eterno, suas emoções são como um lago que não pode ser agitado. A mesma coisa do símbolo da mulher acima dele. Esses símbolos estão representando uma beleza que alude a outro mundo, uma beleza de eternidade, seus movimentos apesar de representativos são "estáticos" não passam emoção. É uma beleza pura, beleza estrita.

Já esses dois símbolos, ambos são iguais, duas mulheres do período clássico, entretanto as duas belezas são diferentes. Uma mostra duas mulheres normais, cotidianas, não o afazer em si, mas suas personalidades. O outro de cima mostra duas mulheres com objetos de afazeres também, mas suas feições passam a seriedade e a profundidade de alguém que já se aproximou dos altos níveis. O critério de diferenciação de uma Beleza estrita para uma Beleza menor é que as obras que contém Beleza estrita sempre querem passar algo além do ocorrido na obra em si no primeiro plano. Já as obras com belezas menores apenas representam aquilo ali em primeiro plano e nada mais. Além disso há de se levar em conta também para dizer o segundo plano representado a posição do corpo, o nível de complexidade de formas, as ações que estão ocorrendo.
O primeiro povo a deveniar, ou seja, "diluir" a Beleza verdadeira pura foram os Romanos. Tiveram como influência cultural a Magna Graecia enquanto existia a supremacia da Héllade. Depois começaram a representar tudo de acordo com sua cultura e com suas filosofias, que diferente das filosofias dos gregos não focava tanto em Metafísica e física mas sim em humanidade e fins sociais. Logo eles foram degenerando a beleza, a trazendo mais para fora do campo racional para o campo do irracional
Escolheu então esse povo para a "cabeça" da sua coluna uma criação única. As espirais continuavam ali, mas menores, não ocupando tanto a proporção do todo, foram para os cantos, em seu meio o capital foi incorporado com folhas da planta Acanthus. Meio natural meio racional. Metade asbtrato metade físico. Os Romanos foram os iniciadores da fase da Beleza fogosa, ou florescente.
Os Romanos, um povo mais animalizado que os gregos, não eram tão sábios nem tão abstratos quanto o povo da sabedoria. Logo pegaram as técnicas deles sem aproveitas os conceitos. Adoravam representar o natural em tudo, nos festivais enfeitavam suas casas com folhas em guirlandas o que depois deu origem as esculturas de folhas e plantas na arquitetura deles
Repare que as esculturas que tem beleza fogosa são vivas, apesar de perfeitas em forma. Ela
representa a figura humana. Eles tem sentimentos, tem humanidade. Não são um conceito na forma de um humano, são pessoas sentindo ..
Já a Beleza estrita é representada na figura humana deixando-a lógica, matemática, divina.
Ela usa a figura humana, como poderia usar qualquer coisa, para se representar, representar o perfeito, como se por um segundo ele que é abstrato, invisível e incorpóreo pudesse ganhar corpo e ficar visível, se ele pudesse por apenas um segundo na sua eternidade então .... ele duraria nesse um segundo de sua eternidade o tanto que uma rocha demora para perder a forma da beleza superior pura e lógica impressa em si