Cristo Jesus discursava para os pobres condenando existência da pobreza. Em sua época a pobreza era e sempre foi causada por escassez de recursos devido a falta de técnicas humanas para exploração destes.
Nos últimos 300 anos com a revolução tecnológica a pobreza não é mais causada por isso. Ela é causada pela gestão desses recursos adquiridos pelas novas técnicas humanas.
Antes os recursos eram escassos, mas poucos, logo era natural que eles se alocassem mais entre alguns indivíduos que tivessem mais importância no corpo das sociedades. Hoje os recursos ainda são escassos, pois é a natureza da matéria existir em quantidades finitas, mas existem em larguíssimas quantias mais do que seria necessário para custar uma vida boa a uma sociedade com muitos indivíduos, em número saudável e harmônico, algo nunca pensado a milênios atrás.
Logo a dinâmica da pobreza se alterou, como a dinâmica de crítica a pobreza pode permanecer a mesma? Quando Cristo disse “vende tudo” sede pobres voluntariamente para se unir a pobreza dos filhos de Deus, quando ele promove o não apego aos bens e coisas, ele não faz apologia a noção de pobreza que temos hoje que seria o sofrimento material, a escassez, a fome, a ignorância e muitas outras condições horrendas. Muito ao contrário ele sempre se afirmou contra esses estados e criticava os que tinham condições de modificar esses estados aos outros indivíduos do corpo social e não o faziam.
Quando ele reverencia a pobreza em suas afirmações o Cristo prega a saída de um estado mental ilusório de afirmação da identidade do indivíduo em criações mentais materializadas, que seriam as formas e objetos, algo comum em todas as sociedades, um estado de ser doente. Assim ele afirma o retorno do indivíduo que está preso nesse estado ao estado de ser natural, em congruência com a natureza da existência, com Aletheia, que é ser em fusão com o criador.
A séculos atrás uma coisa estava quase totalmente ligada a outra, existiam em suma dois patamares materiais sociais, ou se era demasiado Rico ou se era pobre, escasso. Logo suas críticas a riqueza e a pobreza se fazem nessa dinâmica social.
Numa sociedade harmônica composta de indivíduos servindo a harmônia do criador não existem divisões de abundância material. Todos os recursos são inteligentemente divididos para suprir as qualidades individuais de todos os que fazem parte daquele corpo social. Dessa forma podendo todos viverem naquele estado que Cristo aludia, o estado de congruência, unidos ao criador.





































































