Banaj
quinta-feira, 15 de junho de 2023
Paisagens do Brasil pelo cultivo de orquídeas - II Afloramentos rochosos
De baixo desse morro passa boi passa boiada, e em cima? Tem orquídea brotando do nada
É difícil e ao mesmo tempo simples analizar a estética das paisagens do Brasil ainda mais sendo pela ótica paisagística das orquídeas. Qualquer bom observador poderia chegar nas mesmas classificações. Não temos muitos observadores no mundo, esse é um dos problemas que assola a humanidade. Brasilia é mãe de muitas orquídeas e muitas paisagens, terra boa.
A segunda paisagem orquidófila que iremos ver aqui é uma bem grande e visível de longe, os afloramentos rochosos, ou, em terminologia leiga, os morros. Qualquer ponto aonde uma rocha ou rochedo de tamanho significativo “aflora” do solo, ou seja, se projeta para fora do solo, aí temos como os botânicos e geólogos gostam de chamar “Afloramento rochoso”. Pode parecer que não mas a rocha exposta escaldante e seca é lar de diversas espécies das plantas estéticas do Brasil: orquídeas, bromélias, cactos, arbustos floridos e palmeiras.
Veja como o sistema de umidade das nuvens é efetivo. Elas batem na rocha e rapidamente formam-se cachoeiras que escorrem até a base do monolito. Logo que passam as nuvens as cachoeiras secam e a rocha volta a ser uma grande parede seca por dias seguidos até o próximo sereno, serração ou chuva. Um sistema perfeito para epífitas.
sexta-feira, 9 de junho de 2023
Paisagens do Brasil pelo cultivo de orquídeas - I RESTINGA
Disclamer: as fotos utilizadas ness post e nesse blog como um todo NÃO SÃO DE MINHA AUTORIA, são pegas na internet e são usadas aqui de forma educativa e sem fins lucrativos
5 são os principais ecossistemas aonde se encontram orquídeas no Brasil: restinga, campos rupestres, afloramentos rochosos, base de mata e alto de mata.
Se existe algo em que o Brasil é rico isso seria em espécies de orquídeas. O país já é o que tem a maior biodiversidade do mundo, o maior número de espécies de plantas concentradas também, 46.975 espécies de plantas endêmicas, ou seja, 55% da flora do MUNDO é nativa do Brasil. Só de orquídeas são aproximadamente 3.500 espécies diferentes em todo o território nacional. Um número surpreendente sendo comparado com outros locais do globo.
São 5 tipos básicos de ecossistema que podemos classificar a grosso modo aonde estão distribuídas as orquídeas no Brasil. Cada um com características diferentes geológicas, pluviométricas, de umidade do ar, ventilação, disposição de nutrientes, iluminação etc… sendo assim cada espécie pode ser mais amplamente encontrada em um desses tipos de ecossistemas devido as especificações naturais adaptativas. Dependendo de qual caminho evolutivo tomou uma determinada espécie de orquídea a insolação em um ecossistema pode ser demasiado forte para si causa do sua morte, ou a sombra e umidade podem ser tamanhas em outro ecossistema o que não permite que uma espécie que evoluiu para suportar o sol em demasia consiga florescer e assim não se reproduza. Dessa forma vemos uma concentração de formas características em determinados ecossistemas e não em outros e isso será mais observado adiante.
Todo aparentemente verde. Aos olhos desatentos passam despercebidos seus tesouros. A beleza da restinga, bromélias vivas constrastam com o verde escuro dos arbustos e a brancura virginal da areia. Restinga é calor e ao mesmo tempo frescor, quem já foi sabe. Ao mesmo tempo que o sol incide diretamente sobre a terra sem uma árvore para sombrear e a areia branca reflete de volta dobrado o calor vem sempre em alguns pontos corredores de vento que corre por cima dos arbustos vindo do oceano refrescando a temperatura corporal. É isso que aquelas plantas sentem. Um calor constante mas sobre um ventilador mais poderoso ainda. Restinga é cheiro de mato, cheiro de sal, cheiro de mar. Calor, sal, areia e mar.
O primeiro ecossistema orquidófilo brasileiro que devemos analisar é o primeiro em que se chegaram aqueles que vieram da civilização para essas selvagens terras de beleza. De suas caravelas e barcos o primeiro solo em que pisavam era a areia do mar cercada de vegetação árida e curta crescendo nos barrancos de areia grossa, o primeiro ecossistema pisado pelos civilizadores, o primeiro que vem do mar, que circunda o Brasil, que acompanha a mata atlântica fazendo sua borda, a RESTINGA.
Cattleya intermedia florindo entre os cactos da restinga
O vento perto do oceano é constante. Quando não é uma brisa curta e delicada é um vendaval cortante e úmido o que promove uma ventilação constante sobre as plantas podando naturalmente os arbustos numa altura baixa quase que artificial aos olhos desavisados. Fora da proteção dada pelas colônias formadas pelas plantas pioneiras a areia branca lavada pela chuva é escaldante e impede o nascimento de qualquer semente de planta. A areia do permiano que forma todo aquele solo em barrancos sem fim já foi um dia o fundo do oceano que com as idas e vindas do mar retrocedeu a cerca de 15.000 a 4.000 anos em diversos pontos do Brasil formando essas dunas de aspecto alienígena com kilometros de extensão contínuas.
Pode parecer irônico mas esse ambiente aparentemente árido é perfeito para as orquídeas. O regime de chuvas é abundante ja que as restingas são na verdade continuações da mata fechada que existe no continente e não consegue crescer tanto na areia tendo um porte menor. Dessa forma apesar da aparente aridez do local as chuvas acompanham o ciclo de chuvas da floresta não passando nunca de uma estiagem de 15 dias seguidos.
Parece mato, mas aos olhos atentos orquidófilos é poesia que brota do solo para o céu
A areia de grãos grossos de quartzo puro e bem aerada promove um substrato ideal para as orquídeas epífitas que assim que a água cai é totalmente drenada e seca nunca tendo suas raízes encharcadas nem em contato com solo abafado e podre como de um fundo de floresta. Os arbustos de estatura baixa permitem que bastante luminosidade entre por entre suas folhas provocando abundantes florações. As folhas dos arbustos vão formando uma serrapilheira no chão que com a secura do solo vai se transformando num pó de matéria orgânica fino que se mistura com a areia e serve de adubo para as plantas que vai se infiltrando no solo de forma homeopática pelas chuvas.
Methaphysica Espírita
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